“Isabela Freitas amava Arthur Collins há dez anos, desde o dia em que seu pai trouxe para casa aquele garoto magricela e calado, tirado das ruas. Ele se tornou seu irmão de nome, mas em seu coração, sempre foi algo mais. Então, na noite em que ele a pediu em casamento, ela ouviu sua conversa gélida com Amanda Bastos: o noivado deles era apenas o primeiro passo em sua vingança calculada para destruir a família dela. Cada beijo, cada palavra terna desde então, era uma mentira. Ele a chamou de nojenta, de monstro, e mandou seus homens a espancarem, tudo enquanto ela suportava, sabendo que era apenas um peão em seu jogo cruel. Ele até deu a última lembrança de sua mãe assassinada para Amanda, a mesma mulher que orquestrou o incêndio que a matou. Ela não conseguia compreender tamanha traição vinda do garoto que amara, aquele que havia jurado protegê-la. Por que ele acreditava nas mentiras de Amanda em vez dela, em vez da família que o acolheu? Com o coração reduzido a cinzas, Isabela Freitas fez uma escolha: ela apagaria sua identidade, desapareceria completamente e deixaria Arthur para enfrentar as consequências de seu próprio ódio cego.”