“Por quatro anos, eu patrocinei um artista da Mooca, Davi Moraes. Paguei as contas médicas da mãe dele, mandei a irmã para um colégio de elite e financiei toda a sua carreira, transformando-o de um ninguém em uma estrela. Fiz tudo isso porque ele era a imagem cuspida e escarrada do meu noivo morto. Amanhã seria nosso casamento. Mas esta noite, do lado de fora da casa da família dele, ouvi a verdade. Ele estava tramando com sua namorada do colégio, Carla, para me abandonar no altar. Ele nunca me amou; foi tudo pelo dinheiro. A mãe dele, cuja vida eu salvei, me chamou de arrogante e disse que eu os desprezava. A irmã dele, cujo futuro eu paguei, disse que sempre quis Carla como cunhada. Carla exigiu que ele não apenas me deixasse, mas que me humilhasse publicamente na frente de todos. E Davi, o homem cujo mundo eu construí do nada, concordou. Eu tentei comprar um substituto para um homem morto, e este foi o preço. Eles achavam que eu era uma tola para ser usada e descartada. Mas estavam enganados. Na manhã seguinte, gravei um vídeo. "Davi", eu disse para a câmera, "eu sei do seu plano de me abandonar no altar. Estou te poupando o trabalho. Eu estou te deixando primeiro." Enviei o vídeo para ser exibido na igreja, no momento exato em que a cerimônia deveria começar, e então embarquei em um voo só de ida para Londres.”