“Na minha primeira vida, eu fui a amada filha adotiva da família Monteiro. Meus três irmãos perfeitos me cobriam de carinho, e João Pedro, meu primeiro amor, me prometeu o mundo. Mas tudo não passava de uma mentira. Quando incendiaram a mansão, eles ficaram no jardim e me viram queimar. Eu podia ouvi-los rindo em meio às chamas. "Ela é só uma órfã", diziam. "Fingir que a amávamos todos esses anos foi exaustivo." O único que correu para o fogo por mim foi Heitor Monteiro - o tio frio e distante que todos diziam que me odiava. Ele me abraçou enquanto o teto desabava, sussurrando: "Estou com você." Ele morreu por mim. Meu mundo foi construído sobre o afeto deles, uma mentira perfeita e horrível. Agora, eu acordei de novo, de volta ao escritório do advogado, uma semana antes do incêndio. Para herdar a fortuna multibilionária, o testamento diz que devo me casar com um dos meus três irmãos - meus assassinos. Então, quando o advogado perguntou minha escolha, eu sorri. "Eu escolho Heitor Monteiro."”