“Esta foi a terceira vez que tentei tirar minha própria vida. Em todas elas, foi meu cunhado, Dustin Martin, quem me encontrou e me impediu. Mas então, encontrei o relógio dele, um Patek Philippe que eu mesma havia comprado para dar de presente ao meu marido, Evertt, dado como morto em um acidente de avião. No verso, estava gravado: "H&E, Para Sempre." Meu coração quase parou. Por que Dustin estava com o relógio de Evertt? Um pavor gelado percorreu meu corpo. Eu precisava entender e descobrir a verdade. Saí tropeçando do quarto do hospital e ouvi vozes vindas da sala de espera. Era Kylee, a noiva grávida de Dustin, e uma voz masculina que eu conhecia melhor do que a minha própria - a voz de Evertt. Olhei pela fresta da porta e vi "Dustin" abraçando Kylee. "Evertt, e se ela descobrir?", Kylee sussurrou. "E se perceber que você não é Dustin?" "Ela não vai", respondeu Evertt, com frieza. "Ela está cega pela dor. Só vê o que quer ver." O homem que me impediu de morrer, aquele que pensei ser meu cunhado, era, na verdade, meu marido. Ele assistiu ao meu sofrimento e deixou que eu me afogasse no desespero, tudo por causa da noiva de seu falecido irmão. Minha vida inteira havia sido uma farsa, uma crueldade maquiada de acaso. Mas então, um pensamento frio e afiado atravessou minha dor - uma saída. Eu encontraria forças para destruí-lo.”