reconhecer. Era o ensaio final do casamento; tudo tinha que ser perfeito. Faltavam apenas dois
rrível que ninguém queria nomear. Os criados se moviam com passos silenciosos, suas vozes eram ba
canso. Seu sorriso, aquele sorriso perfeito que ele usava para as câmeras e para acalmar a família, não alcançav
ado: onde colocar minhas mãos, o ângulo perfeito do meu olhar, a duração exata de cada p
proximar e se afastar ao mesmo tempo. Surpreendi-me ao notar que Marco olhava mais para ele do que para mim. Ele olhava para o
mas porque percebi que eles compartilhavam uma linguagem secreta, uma alian
ou minha ansiedade. Lembrei-me de um fragmento de conversa entre os funcionários, um boato que ouvira dias an
e, e tentei ler em seus olhos o que diabos ele estava escondendo. Ele r
. E, enquanto a família se dispersava, Nicolo s
ssurrou ele. "Às vezes, as aparênc
ouvi o telefone tocar no quarto ao lado. Espiei e vi Marco pegá-lo c
e olhou de volta, desapr
stivesse prestes a desabar. Fiquei na sala, fingindo verificar os detalhes do evento no meu celular, embora, na realidade, minha atenção estivesse conce
sorrateiramente da porta, atenta a fragmentos daquela conversa roubada. Marco falou hesitante, c
s estava acontecendo? Que segredos ameaçavam
omo um espectro frio. Seus olhos eram dois poços ins
z grave. "E muito menos nesta família. Pare de nos espi
que podia fazer você se ajoelhar ou fugir. Naquele instante, soube que Marco não era o único preso
ar tudo isso a meu favor? Seria capaz de transfor
organizar tudo na minha cabeça. Para mim, a imagem final era
atendeu, seu olhar encontrou o meu. Ele n
stelo que eu planejara conquistar, estava prestes a ruir. E eu precisava decidir s
enciosamente, deixand
om seu aviso ecoa
va, eu sabia que o verdadeiro
havia terminado e estávamos comemorando. O casamento tinha s
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