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A vingança de Helena

Capítulo 2 

Palavras: 731    |    Lançado em: 02/09/2025

a me dar náuseas. Ele me levava às sessões da minha suposta "quimioterapia" e, enquanto eu ficava

tivos e vinha me mostrar folhetos de lugares ensolarados à beira-mar,

cos caríssimos e chás de ervas de cheiro insuportável, todos

va de um bom marido, mas continuava dormindo

um abismo gelado

e do quarto de hóspedes, pe

cama, com os olhos fixos numa foto

pelo desespero, parecia uma máscara

elicada demais. Eu sabia que não poder

rosa", o inesperado aconteceu: Kandy apareceu, entrando em casa sem

até mim e enfiou um

um teste de gra

ra sequer, apenas desabou em

. Ele não me olhou, tampouco ofereceu uma explicação, apenas começan

", murmurei,

um homem em transe, des

disse, firme: "Não

o rosto se contorceu numa fúria

u com a voz gutural. "Ela está gr

mo um soco, pois neles vi fr

nas confortá-la?", ele exigiu,

o olhar insano dele, eu perce

rosto com as costas da mão, sentindo um

me atravessou, e precisei sac

ava por dentro: "Você tem cer

o era o

falei, com a voz trêmula mas fir

- minha vida em t

, Carroll. Não me de

o pedra, depois me encarou po

ransformar em puro d

iu, e a palavra ecoou entre

el?

itei a ausência de filhos por causa dele? Eu que fingi estar morrendo e suportei

sciam sem controle,

a gravidez, a promessa de u

pequena mesa antiga perto da porta, derru

u, o rosto deformado pela raiv

pois de bater a porta,

garagem. Logo, o motor do carro roncou alto e se af

mal consegui segurar o celular

, a voz embargada. "Vamos

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A vingança de Helena
A vingança de Helena
“Eu era Helena Cook, a esposa sofisticada, inteligente, a parceira que todos apontavam como perfeita. Durante quatro décadas, permaneci ao lado de Carroll Baxter, sustentando passo a passo a construção de um legado que o ergueu de um simples deputado estadual até a posição de um homem cujo nome era dito com respeito. Mas então, em uma tarde qualquer, tudo mudou - em vez de encontrá-lo nos compromissos que dizia cumprir, dei de cara com ele em uma lanchonete barata no centro da cidade, dividindo um smoothie verde cintilante com uma jovem chamada Kandy Mays. A expressão no rosto dele, iluminada por uma felicidade que eu não via fazia vinte anos, me cortou fundo. Não se tratava de uma distração passageira, mas de um abandono emocional. Já nos seus setenta anos, ele vivia obcecado com a ideia de deixar um herdeiro, e eu percebia que ele buscava nessa garota a promessa de um novo futuro. Não houve cena, nem gritos. Apenas me afastei, deixando que o compasso dos meus saltos ecoasse sem revelar o turbilhão que me destruía por dentro. Carroll me via como uma professora de História da Arte frágil, descartável com um simples acordo financeiro. Mas ele estava enganado. Na mesma noite, preparei o prato que ele mais amava. Quando ele finalmente chegou, tarde da noite, o prato já estava frio, e ele vinha pronto para a conversa que pretendia encerrar nossa vida juntos. Mas, antes que ele pronunciasse qualquer palavra, retirei uma pasta da escrivaninha e o encarei sem vacilar. "Eu tenho câncer, Carroll. Câncer de pâncreas. Tenho seis meses, talvez menos, segundo os médicos." O sangue sumiu do seu rosto, e o que vi em seus olhos não foi preocupação nem amor, mas a ruína súbita de seu plano. Uma esposa morrendo não podia ser descartada sem que isso manchasse o legado que ele idolatrava. A imagem pública que ele tanto cultuara agora se tornava sua própria prisão. Sem conseguir me encarar, Carroll foi direto para o escritório, e o estalo da fechadura ecoou pela casa em silêncio. Na manhã seguinte, meu sobrinho Jared me telefonou. "Ele a expulsou, tia Helena. Ela estava chorando sem parar na calçada."”
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