“Por três meses, fui a esposa perfeita do bilionário da tecnologia, Heitor Montenegro. Achei que nosso casamento era um conto de fadas, e o jantar de boas-vindas para o meu novo estágio na empresa dele deveria ser uma celebração da nossa vida perfeita. Essa ilusão se despedaçou quando sua ex-namorada linda e descontrolada, Isadora, invadiu a festa e o esfaqueou no braço com uma faca de carne. Mas o verdadeiro pavor não foi o sangue. Foi o olhar nos olhos do meu marido. Ele embalou sua agressora, sussurrando uma única e terna palavra, destinada apenas a ela: "Sempre." Ele ficou parado enquanto ela segurava uma faca no meu rosto para arrancar uma pinta que ela alegava que eu havia copiado dela. Ele assistiu enquanto ela me jogava em um canil com cães famintos, sabendo que era o meu medo mais profundo. Ele deixou que ela me espancasse, que enfiasse cascalho na minha garganta para arruinar minha voz e que seus homens quebrassem minha mão em uma porta. Quando liguei para ele uma última vez, implorando por ajuda enquanto um grupo de homens se aproximava, ele desligou na minha cara. Encurralada e deixada para morrer, me joguei de uma janela do segundo andar. Enquanto corria, sangrando e quebrada, fiz uma ligação que não fazia há anos. "Tio Francisco", solucei ao telefone. "Eu quero o divórcio. E quero que você me ajude a destruí-lo." Eles pensaram que se casaram com uma ninguém. Mal sabiam eles que tinham acabado de declarar guerra à família Azevedo.”