“Meu casamento com Marco Ricci foi um contrato assinado com sangue, uma promessa para unir as duas famílias mais poderosas de São Paulo. Ele era o meu futuro, o rei escolhido para governar ao meu lado. Todos diziam que nossa união era o destino. Mas ele chegou em casa cheirando a perfume barato e às mentiras de outra mulher. Era o cheiro de Ângela, a órfã frágil que a família dele acolheu, a garota que ele jurava proteger como uma irmã. Eu o segui até um clube exclusivo. Das sombras, observei-o puxá-la para seus braços e dar-lhe um beijo faminto e desesperado - um beijo que ele nunca me deu. Naquele instante, todo o meu futuro se estilhaçou. Finalmente entendi os sussurros dos homens dele, de que eu era apenas um prêmio político, enquanto Ângela era a verdadeira rainha deles. Ele queria o meu império, mas o coração dele pertencia a ela. Eu não seria um prêmio de consolação. Eu não seria a segunda opção de ninguém. Entrei direto no escritório do meu pai, com a voz fria como o gelo. "Estou cancelando o casamento." Quando ele protestou, eu dei o golpe final. "Vou manter a necessidade de uma aliança para a nossa família. Vou me casar com Don Dante Valentino." O copo de uísque do meu pai se espatifou no chão. Dante Valentino era nosso maior rival.”