“Por cinco anos, eu fui a noiva de João Pedro Monteiro. Por cinco anos, meus irmãos finalmente me trataram como uma irmã que amavam. Então minha gêmea, Helena - a que o abandonou no altar - voltou com uma história falsa de câncer. Em cinco minutos, ele se casou com ela. Eles acreditaram em cada mentira dela. Quando ela tentou me envenenar com uma aranha-marrom, eles me chamaram de dramática. Quando ela me incriminou por arruinar sua festa, meus irmãos me chicotearam até eu sangrar. Eles me chamaram de uma substituta inútil, um tapa-buraco com o rosto dela. A gota d'água foi quando me amarraram a uma corda e me deixaram pendurada num penhasco para morrer. Mas eu não morri. Eu escalei de volta, forjei minha morte e desapareci. Eles queriam um fantasma. Eu decidi dar um a eles.”