“Meu noivo, Rodrigo, tinha uma fobia paralisante de germes. Nosso casamento era uma fusão disfarçada - um acordo onde minha fortuna salvaria a empresa falida de sua família. Mas no altar, na frente do mundo inteiro, ele me abandonou por sua estagiária. Declarou que estava escolhendo "o amor em vez do dinheiro", me pintando como a vilã fria e calculista que tentou comprar um marido. Ele não parou por aí. Encenou uma tentativa de suicídio do prédio do meu escritório, transmitindo ao vivo para o mundo como minha "crueldade" o havia levado ao limite. Então, ele e seu novo amor vieram ao meu escritório com sua exigência final: vinte por cento da minha empresa e o colar de valor inestimável da minha falecida mãe. "A Camila gostou muito dele", ele zombou. No dia seguinte, durante a reunião de emergência do conselho convocada para me demitir, ele ligou, se vangloriando. "É xeque-mate, Jade. Apenas aceite que você perdeu." Coloquei-o no viva-voz para todo o conselho ouvir. "Na verdade, Rodrigo", eu disse, enquanto agentes da Polícia Federal entravam na sala, "eu sou dona do tabuleiro inteiro."”