“O algoritmo sabia que meu noivo estava me traindo antes de mim. Ele me levou, cinco dias antes do meu casamento, a uma conta secreta no Instagram. Minha madrinha de casamento estava usando meu vestido de noiva. A conta era um santuário para o caso de três anos dela com meu noivo, Arthur. Eles criaram uma narrativa perfeita para seus seguidores: eram almas gêmeas trágicas, e eu era a vilã fria e calculista que os mantinha separados. Os comentários estavam cheios de ódio por mim. Mas o golpe final foi ver que minha melhor amiga, Dalila, tinha "curtido" um comentário desejando que eu sofresse um "acidente" e quebrasse minha perna de novo. Eu salvei a vida dele. Minha família salvou a dela da ruína. Por que essa crueldade elaborada e pública? No dia do meu casamento, eu não apareci. Em vez disso, enquanto a elite da sociedade paulistana assistia, os telões do salão de festas se acenderam com uma apresentação que eu preparei, expondo cada foto, cada mensagem, cada mentira.”