“Por cinco anos, fui a esposa de Caio Sampaio, o intocável "Príncipe Dourado" de São Paulo. Eu era uma consultora de lealdade, paga cinquenta milhões de reais para fazê-lo se apaixonar, mas fui eu quem acabou se apaixonando de verdade por ele. Então, sua antiga paixão, Fabiana, reapareceu. Quando contei a ele que estava grávida do nosso filho, seu rosto se tornou uma máscara de pedra. Fabiana sorriu com desdém dos degraus de seu jatinho particular. "Esse bebê veio na hora errada", ele disse, sua voz fria como gelo. "Precisa ser abortado." Ele fez seus homens me arrastarem para uma clínica. Enquanto a anestesia fazia efeito, eu o ouvi dar uma ordem final e cruel ao médico: "Uma histerectomia. Quero garantir que não haja mais... surpresas inconvenientes." Ele destruiu meu corpo e nosso filho por outra mulher. Deitada naquela sala estéril, meu amor se transformou em ódio glacial. Peguei um celular descartável que não tocava há anos e enviei uma única mensagem para um contato misterioso. A resposta foi instantânea: "Vou te buscar em quinze dias."”