“Meu namorado, Caio, não falava comigo há cinco dias. Mas quando minha vitória no Prêmio Nacional de Arquitetura viralizou, ele finalmente ligou. Não para me parabenizar, mas para gritar que eu o tinha humilhado por não contar a ele primeiro. A nova namorada dele, Bárbara, foi quem o marcou no meu post. Foi ela também que ficou sussurrando no ouvido dele durante a ligação, dizendo que eu estava fazendo ele parecer um idiota. Aquela foi a gota d'água numa guerra fria que já durava uma eternidade. Mas o verdadeiro pesadelo começou quando Bárbara me mandou um vídeo dela torturando meu cachorro, Apolo, no nosso antigo apartamento. Depois veio a foto do corpo dele, sem vida. Corri para lá, cega de ódio, e bati a cabeça dela na parede com um cinzeiro. Caio, o homem que um dia eu amei, me empurrou com violência, me chamando de louca por machucar a mulher que tinha acabado de assassinar meu cachorro. Ele a escolheu. Ele sempre a escolhia. Enquanto eu carregava o corpo frio de Apolo para fora, fiz uma promessa. Eu faria eles pagarem. Eu transformaria a vida deles num inferno.”