“Meu guarda-costas, Grant, recebeu em cheio a força de um carro em alta velocidade que era para mim. Naquele momento, eu percebi que o amava. Ele era meu protetor, e eu achava que sua devoção feroz era só minha. Mas no hospital, ouvi a verdade. Ele não tinha me salvado; tinha salvado meu rim. Eu não era a mulher que ele amava. Eu era apenas a "melhor opção" para o transplante de sua irmã doente. Cada gesto terno, cada olhar vigilante, era uma mentira para manter sua doadora de órgãos segura e obediente. O homem que eu adorava me via como nada mais que um conjunto de peças de reposição. O amor que eu pensei que compartilhávamos era uma armadilha cuidadosamente construída, e eu fui a tola que caiu direto nela. A garota que acreditava em contos de fadas morreu naquele corredor de hospital estéril. Peguei meu celular, minha mão firme. "Pai", eu disse, minha voz fria como gelo. "Estou pronta para considerar a aliança com a família Queiroz."”