A Ômega Indesejada: Reivindicada pelo Alfa Sombrio
“Passei três anos economizando cada crédito, privando-me de tudo, apenas para comprar a Erva do Luar. Era a única erva capaz de curar meu espírito de loba danificado. Mas no momento em que atravessei a porta, meu irmão mais velho, o Alpha da Alcateia, arrancou-a das minhas mãos trêmulas. - A Willow está com enxaqueca - declarou Ryker, sua voz desprovida de qualquer calor humano. - Ela precisa disso. Eu implorei a ele. Disse que custou uma fortuna. Disse que era minha única chance de finalmente me transformar. Mas Axel, meu segundo irmão e Médico da Alcateia, apenas ajustou os óculos com uma frieza clínica. - Não seja egoísta, Ember. A Willow é frágil. Esse seu ciúme é repugnante. Eles ferveram todo o meu futuro em um chá para uma irmã adotiva que estava fingindo. Desesperada para provar que eu não era a vilã, gastei meu último dinheiro de emergência em presentes para eles. Mas quando entreguei um vestido de seda para Willow, ela sorriu com escárnio para mim, pisou na bainha e se jogou para trás no tapete. - Meu tornozelo! - ela gritou. - Ryker, ela me empurrou! Corri para ajudar, mas minha perna ruim falhou. Esmaguei meu joelho contra a estrutura de metal da cama, e o sangue instantaneamente encharcou meu jeans. Axel não verificou meu joelho estraçalhado. Ele rugiu para mim: - Sua cobra venenosa! Você queria que ela tropeçasse! Ryker pairou sobre mim, seu Comando Alpha esmagando meus pulmões como um peso físico insuportável. - Suma da minha frente. Sangrando, falida e com o coração despedaçado, arrastei-me para fora, direto para a tempestade. Eles pensaram que eu rastejaria para a casa de um amigo. Pensaram que eu seria sempre o saco de pancadas deles. Em vez disso, aceitei uma oferta do Alpha das Sombras, nosso rival, para me juntar a uma instalação de pesquisa ultrassecreta. Um confinamento de quinze anos. Sem contato. Um apagamento completo da minha existência. Ao subir no jato particular, olhei para a casa uma última vez. - Feliz aniversário, irmãos - sussurrei para o vento. Espero que aproveitem o silêncio quando perceberem que a irmã que vocês torturaram se foi para sempre.”