“Eu estava sentada na primeira fila do teatro, com a mão entrelaçada na do meu noivo, aguardando a estreia do podcast de crimes reais no qual ele havia atuado como consultor. Mas quando a voz da apresentadora preencheu o ambiente, ela não estava contando a história de como sobrevivi a um sequestro brutal. Ela estava me acusando de ter fingido tudo para chamar atenção. E a "fonte anônima" que forneceu as gravações das minhas sessões de terapia privadas era o homem sentado bem ao meu lado. O Dr. Érico Nogueira não era apenas o psiquiatra que me "salvou"; ele era o traidor que entregou meus traumas mais sombrios para a ex-namorada dele transformar em um sucesso viral. No palco, reproduziram minhas confissões chorosas, editadas para parecerem manipulação. A plateia se voltou contra mim, zombando da "Menina que Gritou Lobo". Érico agarrou meu braço, sussurrando que aquela humilhação pública era apenas uma "terapia de exposição" para o meu próprio bem. Eu estava me afogando em pânico até que uma voz estrondosa cortou a multidão. - Solte ela. O Delegado Federal Eudes Oliveira, o homem que realmente me encontrou naquele cativeiro anos atrás, subiu ao palco com o distintivo erguido. Ele não apenas me resgatou daquela multidão enfurecida; ele me entregou a arma para revidar. Agora, eu não sou apenas a sobrevivente. Eu sou a acusadora, e vou tirar tudo o que eles têm.”