“Entrei na boutique de luxo na Rua Oscar Freire, e o ar-condicionado gelado arrepiou minha pele. Lá estava ela - Alice, minha irmã adotiva - passando o Cartão Black do meu marido para pagar seu vestido de noiva. Três anos atrás, ela sabotou o equipamento neonatal durante meu parto em casa, asfixiando meu filho recém-nascido. Depois, disse a todos que eu era uma viciada em drogas que matou o próprio bebê durante uma alucinação. Meu marido, Caio, não apenas acreditou nela; ele me trancou em uma clínica psiquiátrica de segurança máxima no interior para me "consertar". Por três anos, apodreci no isolamento enquanto ela roubava minha vida, meu marido, e desfilava com uma criança que nem era dele como se fosse o herdeiro dos Ferraz. Até meus pais ficaram do lado dela, protegendo a imagem da família em vez da sanidade da própria filha. Eles acham que ainda sou a socialite frágil que desmoronaria sob a manipulação psicológica deles. Eles acham que estou aqui para implorar perdão. Tirei um pen drive prateado da minha bolsa e dei um passo para a luz. "Comprando vestido de noiva, Alice?" sussurrei, minha voz cortando a risada dela. "Espero que combine com o laudo forense provando que você assassinou meu filho." O jogo acabou, Caio. Não estou aqui para reconciliação. Estou aqui para reduzir seu império a cinzas.”