“Eu estava no ateliê, sentindo a seda do meu vestido de noiva, quando a organizadora me ligou em pânico. "Dona Isabel, o noivo exigiu mudar o nome da noiva nos convites para 'Tatiana'." Olhei para o lado e vi Rodrigo ao telefone, sorrindo para o nada, um sorriso cúmplice que há muito não era para mim. Quando o confrontei, ele não negou. Com a audácia de quem sempre me teve na palma da mão, ele segurou meu rosto com uma falsa piedade. "Isabel, a Tatiana está morrendo. É o último desejo dela se casar comigo. É só caridade. Precisamos adiar o nosso casamento. Você entende, não é?" Enquanto ele pregava sua falsa nobreza, meu celular vibrava com fotos íntimas que a própria Tatiana me enviava da cama deles, provando que a doença era uma mentira cruel. Ele achou que eu era a mulher submissa de sempre, que esperaria ele brincar de marido com a ex enquanto eu guardava meu vestido no armário. Engoli o choro, forcei um sorriso gélido e disse que aceitava adiar. Mas assim que ele saiu, confiante de que me enganou, disquei o número do meu pai com as mãos trêmulas de raiva. "Pai, ative o acordo com os Valadares agora. O casamento vai acontecer na mesma data e local. Mas o noivo será Leandro."”