“Meu padrasto, Fabrício, perguntou se eu já havia me rendido. Ele queria que eu entregasse o carro, um presente do meu falecido pai, para sua filha, Luna. Como recusei, ele me trancou no porta-malas sob o olhar cúmplice da minha própria mãe, Edite, e da minha meia-irmã. Morri sufocada pelo calor infernal. Meu corpo apodreceu por dias, até que o cheiro se tornou insuportável. Para encobrir o crime, eles não hesitaram: mandaram meu carro, meu túmulo, para um ferro-velho distante e fugiram para a Europa para celebrar uma nova gravidez, acreditando que o assassinato estava perfeitamente enterrado. Eles achavam que o poder e o dinheiro poderiam simplesmente me apagar da existência, como se eu fosse um erro a ser corrigido. Mas eles estavam terrivelmente enganados. A morte não foi o meu fim. Eu nunca fui embora. Eu me tornei o fantasma que assombra cada passo deles, a testemunha invisível que assistiria à sua ruína. A justiça dos homens pode tardar, mas a minha vingança não. O inferno deles está apenas começando.”