“Por cinco anos, eu paguei pela arte dele, pela vida dele e por sua semelhança impressionante com um fantasma. Caio Mendes era meu substituto cuidadosamente selecionado, um corpo quente para preencher o espaço deixado pelo homem que eu havia perdido. Então, meu mundo desmoronou. Minha família adotiva encontrou a filha biológica, e minha herança desapareceu da noite para o dia. Fui cortada, exilada. Foi quando o ouvi rindo. "Ela está sem grana", ele debochou. "Qual o sentido? Ela tinha sua utilidade, mas isso acabou." Ele chamou nossos cinco anos de "conveniência" e zombou da pasta de casamento que eu havia feito em segredo. Em um jantar da empresa, ele beijou outra mulher na frente de todos, depois me deixou para trás quando passei mal, acusando-me de ser cruel. Ele até a trouxe para minha casa, deixando-a usar minhas roupas. Eu suportei tudo, uma clareza fria se instalando sobre mim. Então, quando ele finalmente se ajoelhou, com o anel na mão, implorando por uma segunda chance, eu nem hesitei. "Eu nunca te amei", eu disse, puxando minha mão. "Você era só um tapa-buraco."”