“Eu fiz tudo por Daniel, meu melhor amigo de infância. A promessa dele - "Entra em forma, Lê, e eu te levo no baile de formatura" - era a única coisa que importava. Passei fome e corri até desmaiar, tudo pelo futuro que ele balançava na minha frente. Mas no aniversário dele, segurando o bolo que eu tinha feito, ouvi a verdade. A promessa era uma piada cruel. Para ele e sua namorada de verdade, Gabi, eu era só uma "porca gorda" cujas tentativas desesperadas de impressioná-lo eram "hilárias de assistir". Eles não pararam por aí. Me acusaram de bullying, e Daniel negou publicamente que um dia sequer se importou comigo. Depois, ele fez com que minha bolsa de estudos para a USP fosse revogada com um relatório malicioso e ficou parado enquanto Gabi espalhava minhas cartas de amor mais íntimas por toda a escola. Eu me tornei uma pária, uma "vadia iludida e manipuladora". O garoto que eu amei a vida inteira, aquele que deveria ser meu protetor, tinha orquestrado minha completa e total destruição só para dar umas risadas. E mesmo assim, ele ainda esperava que eu o seguisse para a faculdade. Então, quando ele me ligou no dia da mudança, vibrando de animação pelo nosso futuro juntos, eu o deixei falar sem parar sobre nossos planos. Então, com calma, cortei sua fantasia. "Eu não estou aí, Daniel."”