rando pelos pulmões como um aviso de que nada ali seria leve. O prédio ficava de frente para o mar, andar alto demais para que o barulho da avenida
eu não trouxe quase nada, apenas o essencial, algumas roupas, documentos, fotos do meu pai que eu não
relógio impecavelmente alinhado no pulso, postura relaxada demais para quem tinha acabado de casar por contrato. Ele me observou atravessar a sala ampla com piso frio, luz n
e comentou, se
pondi, tirando os óculos escuros
uase
costumar r
uei, cruzando os braços por ins
rio sobre meu rosto, depois desceram involuntariamente até a altura da minha cintura, onde o vestido de linho claro marcava mais
o ajuda
ampla com vista direta para o mar cinza daquela tarde, o céu carregado prometendo tempestade. Eu caminhei pelo espaço em silêncio, analisando cada detalh
informou, apontando com um gesto discr
par
acordo previa aparência pú
u olhar, avalian
, com calma irritante. - Aqui
es cl
parte de mim se incomodou com a facilidade com que ele del
disse. - Gost
ra pa
ma pasta fina
anhã, reunião com o conselho na segunda, evento
eei rap
erem me
xplicou. - Precisam entende
gui o
E
dos longos, densos, carregados d
cente - respo
, e quando abri a porta de vidro senti a umidade da maresia tocar minha pele, o som das ondas subindo mais forte à medida que o vento começava a
o jantar - Dante acr
irei, apena
abe do
o suf
sufici
eu c
uma risa
ve estar
ou nada que não
ais atenção, e ali estava uma tensão discreta no ma
cheiro de prob
ele respondeu a
enc
e testa
epois desviou, passando a mão pelo cabelo num gesto
frágil disso - af
o sou
m não sou
orça, o céu escurecendo antes do horário normal, e eu fechei a porta, voltando para dentro enquanto
mos parecer alin
cer ou
é suficiente
e quando parei a menos de um metro dele senti o calor do corpo, o cheiro discreto do perfume misturado
a aparência? - questione
minha mão - ele re
i uma sob
ó i
enqu
casamento por contrato estava começando a ganhar textura real demais para ser apenas estratégia, porq
zando algumas roupas quando ouvi passos pelo corredor, firme
eu disse, manten
da, e o detalhe mínimo fez diferença maior do que eu gostaria de admitir, porque o colar
pado - informou, apoiando-se no bat
pirei
Ag
ra do que am
edor iluminado por luz indireta, e quando nossos braços quase se tocaram senti
ue o maxilar tensi
ém perc
restes a enfrentar ainda n
conselho, mas a proximidade era o verdadeiro foco, não os números. Eu me inclinei levemente para frente enquanto analisava a planilha de investimentos hospitalares e senti o braço dele quase roçar no meu, um toque inexistente que ain
nsão em Recife - eu observei
espondeu, voz baixa, concentrada. - Se o foco ficar só
rosto par
já está mexe
nunca
, e eu pensei que aquele cenário parecia apropriado demais para o que estávamos discutindo, porque guerra corporativa no Rio nunc
ndo o tom casual demais para algu
onder, tempo suficiente para que eu
rketing eficient
ei a sob
ó i
çou um olh
er saber e
atenção para o tablet. - Só es
pro de ar pelo nariz,
testar v
- Gosto quando deixam
centro, girando levemente o corpo na minha direç
dvertiu, voz mais grave. -
també
ão estava nos relatórios. Eu senti o olhar dele descer por um instante para a minha boca ant
ha, eu
- ele perguntou, anal
os braços
? Está me
e avali
ão sou
estou de
, inc
la s
riu de
u agora, Aurora - afirmou, mais sério. -
entei o
o não
, e por um segundo eu tive a impressão de que ele ia dizer algo além do estratégico, algo que escapass
ecomendou. - Ama
- respondi au
segundo, virando
a resolver t
o res
a é um vício antigo, e naquele momento eu não so
Pão de Açúcar imponente ao fundo sob um céu ainda carregado de nuvens da tempestade da noite anterior. O calor voltara com força, abafado, fazendo o tecido do meu vestido de sed
erno escuro sob medida que destacava os ombros largos e a linha reta das costas. Quando estendi a mão, el
urmurou, aproximando-se o sufi
ndi, mantendo o sorriso
uase
ntâneos. O conselho já estava reunido no salão principal, copos de whisky em mãos, conversas b
torto estampado no rosto, palmas lentas ecoa
osa - disse ele, aproximando-se a
forço para não parecer defens
pes
corpo para frente, inva
? - comentou, lançando um
eptível para quem não o observa
ico - resp
ltou um r
. Estra
minina elegante se aproximou pelo outro lado,
o, olhos azuis avaliando cada detalhe do meu vestido, do
de volta,
que coi
ou levemen
do ponto
om naturalidade íntima demais, ajus
melhor em você -
m punho ao lado do corpo, m
i - declarei, s
por um segundo, surpre
gosto -
oube, com certeza absoluta, que havia mais ali do que rivalidade corporativa
possessivo o suficiente para marcar território, dis
antar - e
começando a se desenhar com mais clareza, não apenas nos relatórios financ
amava
e puxava a cadeira para mim e se posici
ó con
neg
ua cintura daquele j
ndo outro homem - no caso, Murilo - elogia d
ado de entrar o
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