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quidas, um vergalhão de gelo que perfurava a pele e parecia buscar o caminho mais curto até a alma de Clara. O asfalto da
óis dos carros se misturavam, criando um cenário psicodélico, quase onírico, que
a, carregando o peso de uma laje invisível sobre os ombros, uma estrutura composta por faturas vencidas, promessas quebradas e o medo constante do a
recisava exibir um sorriso impecável e fingir que as dores de dente dos pacientes eram sua única preocupação. Sem intervalo para respirar, ela atravessava a cidade para seu segundo turno como operadora de telemarketing em um prédio comercial cujas luzes fluorescente
, junto com sua dignidade e seu crédito. Ele desaparecera no éter da marginalidade, mas deixara para trás um rastro de destruição financeira em nome de Clara. Empréstimos consignados feitos com assinaturas falsif
estade parecia ter afugentado até mesmo os vendedores ambulantes. O trajeto de apenas duas quadras até seu pequeno e mofado apartamento no centro parecia, naquela noite específica, uma travessia pelo Rio Esti
ra o pão de forma do dia seguinte. Ela sentia que o mundo estava se fechando ao seu redor. A cada poça que atravessava, o som de seus próprios passos pare
som metálico e rítmico de passos que definitivamente não eram os seus. O ritmo era predatório, deliberado. Clara acelerou, o coração começando a martelar contra as co
sido vomitadas pelas próprias sombras. Clara parou bruscamente, derrapando no chão liso. Ela tentou girar sobre
o capuz caído para trás revelando traços rudes e uma cicatriz que cortava a sobrancelha esquerda. O brilho metálico de um canivete borboo sádica. - Ele disse que você é uma mulher de palavra. Uma mulher que honra o que o "marido" faz. Ele disse que você pagaria a parte de
madrugadas de insônia, travou sua garganta de tal forma que ela sentiu que ia sufocar. Ela queria gritar por socorro, mas quem a ouviria no meio daquela
egnando o pouco ar que restava. Quando ele esticou a mão calejada e suja para tocar o rosto de Clara, seus dedos roçando sua pele pálida, o tempo
a última coisa que
o se a própria escuridão tivesse decidido falar. Era uma voz grave, aveludada, mas que carregava u
pálida do poste, emergiu uma figura que parecia um
ava um luxo que Clara só vira em filmes de grandes produções. Ele não parecia molhado pela chuva; parecia que a água evitava tocá-lo por puro respeito. Seus olhos
ouvido para correr. Mas a ganância e a presença de seus dois comparsas lhe deram uma coragem
ora, bacana. Isso não é conta sua. A menos que qu
ele se movia como um predador de elite, ou talvez como um cirurgião removendo um tumor. No momento em que o bandido avançou com o canivete, Antony deu um passo lateral
lateral que o enviou contra as latas de lixo. Os outros dois, que tentaram intervir, foram neutralizados com a mesma precisão cirúrgica. Um deles caiu com um soco
iante daquela força sobrenatural, arrastaram o líder e sumiram na chuva,
da, encharcada, os cabelos castanhos grudados no rosto pálido e os lábios azuis de frio e terror. Ele, por outro lado, perman
que ainda pode morder por instinto. Sem dizer uma palavra, ele desfez os botões de seu paletó de lã fr
nebriante de sândalo, tabaco caro e uma nota metálica de poder envolveu-a como um abraço prot
convite gentil, era um fato consumado, uma ordem vinda de alguém acostumado a governar rei
o mais profundo... uma posse silenciosa. Pela primeira vez em sua vida de lutas solitárias, de trabalhar até a exaustão para pagar os erros
e guiar pela mão firme e quente dele que pousou suavemente em suas costas. Enquanto caminhavam para fora do beco, um carro preto,
orta, ela não estava apenas saindo de um beco perigoso, mas deixando para trás a vida que conhecia para entrar em um mundo onde as regras eram escritas em sangue e ouro. Ela olhou pelo vidro fumê enquanto o carr
nte no interior luxuoso do carro. O jogo estava apenas começando, e Clara, em
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