ue eu nã
ALVATORE
no maior. O motorista supõe que estou indo negociar algo delicado demais para constar na agenda oficial. Minha assistente imagina que preciso de dois dias de silêncio antes de fechar contratos que movimentam
o soz
que subo, o ar muda de textura. Ele se torna mais fino, mais cortante, carregado de umidade natural e resina fresca. O cheiro urbano desaparece, substituído pelo aroma de terra fria e folhas que começam a apodrece
as árvores. Ela não é apenas um objeto distante. É um pulso. Uma força silenciosa que pressiona por dentro. Não é met
nclinado, janelas discretas que refletem a luz prateada. Nenhuma ostentação, nenhuma tentativa de imp
Apenas o vento percorrendo as copas altas e o som distante de galhos roçando uns nos outros, como se
s passadas. Há um leve traço de fumaça impregnado nas vigas, misturado ao aroma seco do couro do sofá e da cera
cidade. Retiro o paletó, depois a gravata. Desabotoo a camisa devagar, sentindo o tecido deslizar pelos ombros. Cada peça que cai no chão é uma camada que abandono
a o terreno irregular, desenhando sombras longas que se movem com o vento. O cheiro da floresta é intenso. Terra úm
os o
acon
licação. A audição se amplia, captando o menor ruído a centenas de metros. O cheiro da noite se desdobra em camadas complexas, cada uma i
arte de um percurso conhecido desde sempre. O vento atravessa o corpo com força cortante. O coração pulsa firme, sincronizado com a noite. Aq
ntes que eu vej
é na
eus sentidos se expandem ainda mais, rastreando a origem daquele odor intruso. Entre as árvores, a poucos metros, percebo o contorno rígido de um homem segurando uma espingard
ado
ma com mãos que traem
re, m
bala atravessa o espaço onde eu estava um instante antes. Um
inação do terreno melhor do que ele
an
encontram a jugular dele com eficiência direta. O sangue é quente e intenso, espalhando um cheiro ferroso que se
ão há celebração. Ap
iro dele. Nossos olhares se cruzam sob a luz prateada da lua. Ele entende o
vanço so
entre as árvores, levando consigo a in
lém do vento. A floresta retoma seu ritmo cautelo
estão
ieram p
tinua indiferente ao sangue derramado. Quando volto à forma humana, o frio atinge a pele
agora o cheiro distante de sa
e remover o peso do que aconteceu. Não há culpa. Não há orgulho. Apenas a
lógio, mas
par
iluminando a floresta que ag
sozinho nes
penas do hom
va observan
não fugiu ap
para a
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