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horizonte quando Pedro
e ele mesmo coava no fogão a lenha. Aos quarenta e cinco anos, Pedro era um homem imponente... alto, ombros largos moldados pelo trabalho duro, mãos calejadas que pareciam feitas
ra guardava apenas o silêncio e o peso das lembranças. Vivia sozinho na casa, não tinha empregada para cozinhar ou cuidar de suas coisas, pois não queria ter alguém por perto and
ue estava bem assim. Porém um
nejar, eram vizinhos, conhecidos de longa data. Mas o tempo passou, os prazos venceram e o dinheiro nunca
- disse José, o peito estufado de
uma risada se
nlouquec
limpar, cuidar da casa como ninguém. Você é um homem sozinho n
de esposa. Precis
a voz, mas
como um fantasma aqui. Ela tra
mais do que ele admitia. As noites se arrastavam, a casa parecia crescer ao
norar, era que "obediente" era a últ
os pais em um campo de batalha. Gritou, chorou,
pai! - berrou ela, os o
me vender como se
mpassível, a voz
quer? Que eu sua mãe e sua tia já em uma certa idade vamos parar na rua? Eu de
é cha
cia. E você va
Ana cedeu não por submissão, mas por exaustã
eo. Apenas José, a mãe e a tia de Ana como testemunhas. Sem con
ulher, não houve beijo, apenas um ac
ansão foi um teste de
roma de café que ainda pairava da cozinha. Os corredores eram largos, as paredes cobertas de retratos emoldurados de antepassados que pareciam observá-
nada, carregando a pequena mala de
de uma das portas
disse ele, a voz grave e
privativo, armário vazio. Se quis
o perfeitamente com as cortinas e uma leve fragância de lavanda no ar. Também havia uma cômoda antiga e uma janela grande que
na porta,
rou ele, já se vira
coração acelerado de
asta pra cá, me casa na marra e ago
ombros tensos. V
stei ninguém.
do. - Mas não pense que vou fingir que isso é normal. Que vou dormi
ongo momento, os olhos
ê fingir nada. Durma. A
dormir aqui? Se eu qu
ntro do quarto, a presença
estrada de terra, noite escura e nada
ocê sabe melhor do q
. Ele não ameaçava, apenas c
u ela, virando o rosto para
a pausa. - Se precisar de algo, meu quarto fi
Pedro saiu e fechou
Sentou-se na beira da cama, os dedos apertando o lençol. Ouvia o ranger distante da madeira da casa se acomodando, o vento b
vida, sentiu-se ver
pelas têmporas. Pensou na mãe, na tia, na liberdade que tinha perdido em um dia. Pensou em Pedro, aquele
o se fosse uma ameaça. Em algum momento da madrugada, ouviu passos leves no corredor - Ped
lhos e sussurro
. Eu vou embora. De
traiçoeira perguntava: E
*
a uma guerra, Ana não cedia, Pedro a ignorava
issa. Respondia com ironia, questionav
hando feijão como se nada tivesse acontecido, está muito en
sobrancelha, a vo
egada. Mas enquanto estiver debaixo
prou, Pedro. Respeito se
ongo segundo, os olhos
u espaço. Mas não espe
e não se falavam e quando se falav
is silêncios que colidia
va de bruto
ente quando ela saía so
invisível começava a
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