er apenas um cômodo estranho na casa de outra pessoa. As palavras de Sofia ecoavam na cabeça como um disco riscado: vigarista, oportunista, parasita. Ca
u-se com roupas simples e confortáveis, calçou as botas gastas que usava para andar pela propriedade e pegou a mala pequena que nunca chegara a desfazer completamente. Não levo
e deixava para ela à noite, um gesto que, em outra época, a faria sorrir. Agora, apenas a
ed
da por
zade, pelo espaço que vo
é como meu pai, e isso já valeu m
uma coisa: eu não pertenço aqui. Não do jeito que as coisas estão. Não me procure.
merec
n
po d'água. Depois, saiu pela porta dos fundos, a que dava para o pomar e pa
alho molhava suas botas enquanto ela caminha
edor, exausto depois de mais um dia tentando mediar a tensão entre as duas mulheres que, de formas dife
no horizonte. Um caminhão de leite passava devagar, ela acenou, e o motorista parou.
entiu, sem
rno da casa grande contra o céu que clareava. Uma pontada de dor atravessou seu peito, não raiva,
da mala contra o co
garota teimosa que ainda vivia dentro dela. Mas, no fundo, uma parte dela já
Pedro desceria em poucos minutos. Sofia também. E quando lessem aquelas palavras, o silêncio que Ana dei
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