vista d
romântica que eu sempre imaginei que seria. Não havia flores nem música suave. Eu havia entrado em uma união legal. Dante estava sentado do outro lado do amplo banco de couro, com o telefone pressionado contra a orelha. Ele não tinha olhado para mim uma vez sequer desde que saímos da prefeitura. Chegamos a um portão enorme e o carro parou sob um pórtico de pedra. O motorista abriu a minha porta e eu saí. Eu me senti como uma intrusa. Virei-me para Dante, esperando que ele dissesse algo, talvez u
entrar nessa ala sem ser convidada. Sua suíte fica no segundo andar, ala oeste. Há uma biblioteca, uma academia e um cinema no andar de baixo. As refeições são servidas às oito, uma e sete horas. Se tiver alguma restrição alimentar, deixe uma lista na ilha da cozinha." "Eu sei cozinhar", respondi. Minha voz soou fraca naquele espaço vasto. Eu estava acostumada a fazer ramen em uma chapa quente ou comer as sobras da cantina do hospital. "Isso não será necessário", ela respondeu. Ela nem sequer sorriu. "A equipe cuida de tudo. S
r o sono a vir. O clique da maçaneta da porta me acordou. Não me mexi. Mantive a respiração curta, meu coração batendo forte contra as costelas. Olhei para o relógio digital na mesa de cabeceira. Eram duas da manhã. A porta rangeu levemente ao se abrir. Um aroma forte e masculino invadiu o quarto. Abri os olhos e me sentei, puxando o edredom para o peito. O quarto estava escuro, mas o luar que entrava pela janela revelava a figura parada sobre mim. Ele era alto, com ombros largos, bloqueando a luz do corredor. "Dante?" sussurrei, esperando que fosse ele e não um estranho. "Tire a roupa." Sua voz era rouca e exigente. Não era um pedido. Estendi a mão para o abajur e acendi a luz. O brilho repentino me fez semicerrar os olhos. Dante estava parado aos pés da cama, seu paletó preto havia sumido. Sua camisa branca já estava desabotoada até a metade, e a gravata estava frouxa nos ombros.
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