le não aceitar
ás de mim, tentei convencer a mim mesma de que o assunto tinha terminado ali. Eu tinha recusado. Tinha deixado claro.
um coque frouxo. Coloquei água para ferver, fiz um macarrão instantâneo porque meu talento culinário e meu estado emocional não permitiam
func
to. Como se aquele objeto tivesse vida própria. Como se ocupasse mais espaço do que deveria no me
, às
lo rosto e resm
ista do
mentalmente Lorenzo Ferra
gel
para a
u de novo, dessa
va sem avisar. Clara não aparecia do nada. Minha vizinha do andar de baixo costumava mandar mensagem
tei d
ma batida firme na p
inteiro fi
ssos silenciosos e parei,
a res
re
que era
ia errado em tantos níveis que chegava a ser quase ofensivo. O terno escuro, o corpo grande demais para aquele espaço apertado, a
olhos por
novo, ele ain
ora - a voz dele atravessou a
ele disse meu nome fez um arre
asa. Mas, honestamente, já era tarde para isso. Ele sabia. E eu também sabia que um homem
iciente para meu corp
u a noção co
talhado demais. Da minha camiseta larga ao meu short simples, das pe
lor instantâneo que
ara você tamb
carro atrás de mim sem eu confirmar nada e a
minimamente abalado
o, n
me fez fran
o você
arece o tipo de mulher que
i os
storcida, justifica agir c
rilhou nos olhos dele.
melhor do que
dos doi
ilar, como se a minha raiva fosse apenas ma
so en
risada curt
Nã
conversar aq
não temos nada
cê recusou
te. Fim da
para
ele disse aquilo fez
ele realmente ter vindo até ali. Não por ego ferido, eu percebia isso. Não só por isso. Havia intenção demais na presença dele
uando alguém te contraria, você invade a
m se
Então sou um
Si
saiu sem
jo
rme dis
ver
iro ficou estr
à frente, mas parou a
- disse ele, a voz ainda baixa, controla
do os olhos. Debochad
fiz na
levar alguém para a cama. Ele parecia irritado com a própria confis
ondi, embora minha voz tenha saí
se to
caiu pesado
dor, o som da minha própria respiração ficando mais rasa. Lorenzo ocupava aquele espaço de um jeito absurdo. Tud
ente aparecer aqui - fal
ntanto, e
na a situação
as torna
i a t
one
jeito correto, previsível, ensaiado. Mas eu não queria uma respo
bateu uma
ra você
escureceram
nuo não gostan
ez disso, ela fez alguma coisa quente e perigosa se espalha
os braços c
é insup
isseram i
que com
lheres que m
veio imed
e de
A consciência irritante da proximidade dele. Eu odiava o efeito que Lorenzo Ferraz tinha
me conhec
ço o ba
uas co
do se sente pressionada, fala o que pensa mesmo quando seria mais seguro mentir e tem o hábito ir
i, sur
observa
ele ter prestado
adas. Era um homem que observava. E homens que
todo mundo assi
Só quem
ago afund
ecisão. Lorenzo notou. Claro que notou. Os olhos dele
om medo de mi
Não fragilidade. Lorenzo Ferraz não era frágil. Era controle. Um co
ando decidir se
a cabeça, m
foi a c
ireto p
em que transforma interess
rosto dele ficou co
gar, o canto da
sorriso d
pi
conhec
z - dis
preso nos m
não
ntou s
re
ace
em vez disso, eu continuei parada, encarando-o como uma idiota, sentindo
a minha boca por um segundo r
e para entr
e saiu ma
ínt
aticamente bat
Nã
cê q
é dif
guntas que não eram perguntas. Como se já soubesse
da da porta c
é arr
Si
ntro
s v
sess
não respondeu
r tempo demais, escuros, firmes, in
indo até onde isso
leve com aquelas palavra
so e saber exatamente disso, mas c
a ir embora
deu mais
cado, masculino demais. Perto o suficiente para que eu precisasse erguer ma
oz baixa, firme, quase roçando na minha p
spiração
unção demais
sso é ob
odiar aqu
diasse u
Lorenzo estava perto demais, bonito demais, atento demais. E havia uma força crua na maneira com
idir esse tipo de c
decido. E
na resposta me desm
agar, com tempo suficien
ão r
sto, deslizando-a com leveza para trás da minha orelha. O gesto
o
nteiro fico
ação di
stava nos olhos dele. No modo como a respiração pareceu pesar por um segundo. Na te
péssima ide
assim abri
essou direto a m
era v
nha a
a fi
disc
va com a minha vida, com o meu prédio, com a minha rotina
s olhos para a m
va
disf
da embor
pegou des
lo con
pelo
hance para que eu recuperasse o juízo antes que alguma co
bia d
ambém
mente por isso que n
as palavras saíram baix
ele voltar
ão quer
eu não ti
r resposta ser
belo, passou pela lateral do meu pescoço sem realmente tocar e parou na madeira da
- perguntei, e odiei o q
um segundo p
a voz saiu mais
udo. Mas esto
iro reagiu àqu
a promessa
pi
aça dita co
a pela camisa ou fazia qualquer loucura entre uma cois
brou o moment
demais. Uma senhora do apartamento ao lado colocou a cabeça para fora, nos observ
mara
, tentando recuperar
ai embora - fa
curto para a vizinha e d
achei que ele
tão as
Controlado. Perigoso
u vou te v
i a t
o é uma d
e, recuando enfim. -
ação tr
distância deveria aliviar alguma coisa. Não alivio
a bem,
o, baixa, firme e estranhamente íntima
edor como se aquela visita absurda tive
aparecesse no elevador
caixou é que percebi o
ração
as f
trê
tas na porta e
e - sussurrei para
que
a o tamanho exato
a já estava
o tinha entrado n
uito pior, ele já estava
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