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A Secretária do CEO de Gelo

Capítulo 2 CLARA

Palavras: 1440    |    Lançado em: 02/04/2026

nto de Vi

do po

a das E

ça - ora um azul infinito, ora um cinza carregado que desabava em chuva forte, fazendo o telhado de amianto cantar uma melodia metálica e constante. Lembro-me do som d

pelo cal e pelo esforço, com um jeito de resolver os problemas da vida sem gastar uma única palavra. Tínhamos pouco, mas tudo possuía um peso de ouro porque era nosso: o cachorro vira-lata que guardava o portã

ecia, transformava o varal de roupas em uma tenda árabe e o corredor estreito da casa em uma passarela de alta costura. Minha mãe ria da minha obsessão por ordem. "Essa menina nasceu com uma agenda no sangue",

o do Fogo

linha do cabelo. Uma casquinha teimosa que ardia como se um sol malvado tivesse decidido estacionar ali. "Deve ser o shampoo novo", opinou a

ueimação viv

escondidos, baixei a franja para cobrir a testa e forcei risadas altas. Mas o corpo não aceita mentiras por muito tem

a para secar. No posto de saúde, a ignorância vestida de jaleco disse que era "alergia". Prescreveram pomadas que apenas alimentavam o incêndio. Na escola, o

de quem lida com números, não com gente. O dermatologista mal me olhou nos olhos antes de anunciar a biópsia. "Rapidinho", ele prometeu. A agulha entro

ião sem

cio, frio como o aço. A médica suspir

go foliác

eus ossos. Meu pai fixou o olhar em um ponto morto no c

o confunde a desmogleína-1, a proteína que mantém as células da sua pele unidas, e com

lo. Não havia vacina, nem promessas fáceis. O que havia era prednisona - que me deu insônia, fome voragem e um rosto de "lua cheia" que

lgodão e a odiar as etiquetas das roupas, que agora pareciam serras elétricas contra a minha pe

: O Exces

no olhar da minha mãe toda vez que uma gaze saía manchada de soro. Percebia o peso da pergunta "Está melhor?" do meu pai, que carregava uma culpa que não era dele. Eles venderam tudo o que podiam

a de libertá-los. Não foi uma b

al. Consegui um curso de secretar

i o mundo deles estremecer. Meu pai tento

as por excesso dele. Eu não quero que vocês v

om uma luz fria que me deixava pálida, mas ali eu era apenas Clara Lemos, a estagiária eficiente. Montei minha fortaleza de soli

le e o No

utras estagiárias fofocavam sobre os chefes, eu mapeava as necessidades antes que elas fossem ditas. Organizava agendas como quem organiza a

u registrava tudo em planilhas, identificava gatilhos, fotografava lesõe

é com movimentos precisos, ouvi o sobreno

eligioso que o poder impõe - tomou conta da sala envidraçada. Guardei o nome como se fosse uma senha para um cofre proibido. Eu ainda não sabia que M

lençóis de mil fios não por luxo, mas porque minha pele exigia respeito. Aprendi que o amor verdade

is alto da Faria Lima, com o rímel intacto e a dor sob controle. Eu era suficiente. E o mundo de vidr

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A Secretária do CEO de Gelo
A Secretária do CEO de Gelo
“Clara Lemos é a definição de perfeição sob pressão. No ambiente gélido da Satamini Enterprises, ela é a engrenagem mestre: eficiente, silenciosa e absolutamente indispensável. Para o mundo corporativo, Clara é uma extensão das vontades de seu chefe, uma mulher que veste a sobriedade como uma armadura e nunca deixa transparecer um único pensamento que não seja profissional. Mas a fachada impecável esconde uma rendição perigosa. O homem por trás da mesa de carvalho é Miguel Satamini, um predador de terno sob medida que transformou a arrogância em uma forma de arte. Ele é conhecido como o "Lobo de Gelo", um executivo que não negocia sentimentos e encara a vida como um tabuleiro de xadrez onde todos são peças descartáveis. Miguel é inacessível, blindado por uma fortuna incalculável e um coração que dizem ter sido forjado em aço. No entanto, quando as luzes da cidade se acendem e as portas do escritório se fecham, as máscaras caem com uma violência avassaladora. Entre eles, não existe amor de contos de fadas; existe uma combustão visceral. No escuro, eles se devoram em um pacto de silêncio e lençóis de seda. Na luz, ela é apenas um crachá, uma funcionária sem rosto em meio ao império dele. Essa coreografia de segredos e poder funciona perfeitamente, até que as sombras que Clara tentou enterrar decidem emergir. Ela carrega cicatrizes que vão além da pele, um passado obscuro que ameaça não apenas sua carreira, mas sua própria sobrevivência. Quando esse passado colide com o presente de forma explosiva, a linha entre a submissão profissional e a obsessão pessoal desaparece completamente. Miguel Satamini, o homem que sempre teve o controle absoluto de tudo e de todos, se vê diante de um ultimato que seu dinheiro não pode comprar. Ele terá que decidir entre manter sua imagem de divindade inalcançável ou descer do pedestal para reivindicar a única mulher que conseguiu atravessar suas defesas. Clara não aceitará mais as migalhas do anonimato. Ela não foi feita para ser um pecado escondido nas sombras, e Miguel nunca aprendeu a lidar com a claridade da verdade. O gelo dele está prestes a encontrar um incêndio que não pode ser contido, e quando as estruturas de poder começarem a ruir, restará apenas uma pergunta: Até onde um homem que nega o amor é capaz de ir para não perder a única coisa que o faz sentir-se vivo?”
1 Capítulo 1 PRÓLOGO2 Capítulo 2 CLARA3 Capítulo 3 CLARA4 Capítulo 4 Clara5 Capítulo 5 Miguel6 Capítulo 6 A ESTÉTICA DA PRECISÃO7 Capítulo 7 O ARQUITETO DO CAOS8 Capítulo 8 O SANGUE SOB A SEDA9 Capítulo 9 O PREÇO DA EFETIVAÇÃO10 Capítulo 10 A ANATOMIA DO ESCRUTÍNIO11 Capítulo 11 O ALTAR DA RESISTÊNCIA12 Capítulo 12 A LITURGIA DA ORDEM13 Capítulo 13 Narrado por Miguel Satamini14 Capítulo 14 Narrado por Miguel Satamini15 Capítulo 15 Clara16 Capítulo 16 Clara17 Capítulo 17 Continuação