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O Preço Que Paguei Por Você

Capítulo 9 Tensão sem toque

Palavras: 3372    |    Lançado em: 01/05/2026

oli

vidro como se

e nervosa, como se o céu lá fora estivesse fazendo exatam

distante, dissolvido, sem contorno. Tudo que é nítido demais ficou preso aqui dentro - a mesa impecá

mente a b

s de acontecer e, mesmo assim, caminha até ele com

ria ir

de limpa. Simp

disso tudo: não é Yan me olhando como se já soubesse o efeito que causa. Não é o contrato. Não é a arrog

perigosa sou

r também é uma f

endo a ele desde a

ara parecer casual. Mas Yan não é casual. Nada nele é acidente. Até o silêncio dele parece ter sido

deio

is ainda

udesse me desmontar com os olhos? - pe

l. Boa. Melhor d

. Sempre devagar. Sempre como se tivesse tempo. Como se o mundo

montar você - ele responde - ou descobri

a em mim do

elo i

la pre

sobe, lent

s para um homem que trans

ue vê graça nas coisas por dentro e, ainda assim, se recus

demais para uma mulher

o. Faço porque preciso de alguma coisa física para segurar, alguma lemb

gosto quando homens arrogantes

um segundo para m

seg

nas

eu v

que sobe pela minha pele quando percebo que

ança - ele diz. - Nós ai

no um pouco

Qu

e provoca para não adm

escapa antes que

ocê consegue fingir autocontrole antes de vi

on

in

m toque de tensão. Mínimo.

e para eu q

o: quando encontro uma fissura, eu n

a, como se eu não tivesse

ns como quem conhec

mulheres como que

o o

ênc

va en

compasso estúpido qu

pr

cabeça. Ele contorna a mesa lentamente, sem tirar os olhos de mim, e eu

u corp

sempre sab

uda a temperatura. Muda o espaç

lado da mi

o de

to

e isso que to

. Tocou, você reage. Tocou, existe um lu

em to

maginação faz

lgum lugar da cobertura, e a camisa branca dobrada nos antebraços é o tipo de detalhe que devia ser insignifica

ar para o

ol

nta -

ueixo

um pedido o

serva como se já soubesse o que vai enco

o caminho

ra

r de se esconde

me protege de um jeito ridículo. Me dá um cenário, um objeto entre nós, alguma estr

va

va

rque o

lhi não par

ganiza. Yan é maior, claro. Não só pelo corpo. Pela presença. Po

iro se torna c

justo demai

entre o colo e

tido contra a m

que eu tento m

r. Não como um homem faminto demais. Pior

r - ele

o sem

mo se estivesse compr

ele sobem

como se ela pudesse esconder

e vem

unda. Não por fraqueza. Por raiva. É iss

ue tudo gira em torno d

io passo

has pernas. O corpo dele ainda não me encosta, mas eu

ele diz. -

ld

oga

port

o exato

uguel por estar vivendo tanto

quase nada. Quase um sorriso. Quase

ua cabeça, Carolina,

ulso

m po

el

o qu

segundo longo o bastante para meu corpo inteiro se lembrar de que tem terminações nervosas. Dep

quer de verda

xa do que eu queria. Me

r

como tudo que absorve: sem barul

Ho

Ho

ta a mesma coragem q

ênc

go o

ontrole todo existe um homem de verd

dele es

in

n

urada com alguma coisa mais perigosa, porque el

um

menos de um s

to

be

da conf

a mão dele na minha pele que me desorganiza. É a ausência dela. É saber que ele sabe exatamente

ra parecer um segredo ruim. - Me diz, Carolina... quantos precisaram gritar, aper

me at

rt

al de

oso d

fisicamente. Nunca fisicamente. Mas por den

e sei faz

tar migalhas para você acreditar que

dele fi

va

i

cis

entre nós. É o tipo de silêncio que arranha. Que encosta sem pedir

dele

nt

pa

do meu

enco

pescoço como se qu

sa

o, ele

e reação te dá prova. Te dá chão. Te dá alg

olhar dele com

. Porque rendição aliment

o rosto um

respirar errado, a bo

quero que

funde por um s

tra vez. Volta. - Eu quero que você escolha. E

rrita porqu

ue eu não gosto de visit

e orgulhosa faz quando um homem ch

cil te querer. Não é. O difíci

nt

gi f

trolada em excesso. Na mão ainda suspensa ao l

devolve no

pi

ível desejar você e ainda assim nã

e entr

tômago

rd

rd

rd

pelo que insinua. Dinheiro. Interesse. Escolha comprada. É isso

se um alívio porque raiva é mais fácil

perigosa. - Você me quer perto o suficiente p

ão se

tender por qu

for pior do que

Te

e dele. Como se quisesse verdade mas só nas condições dele. Como se eu deves

riso ve

ls

ia

eu tenha olhado pra você e pensado em joias, viagens, conforto. Talve

a entre nós c

jo o

expl

expl

e se torna ainda mais precisa, o que

ão combina com se

ração

ele fala como

que me conhe

ê mente pior d

e eu não quero nomear porque nomear seria admitir que parte de mim realmente queria q

io

igo

rdoá

golpe mais ba

Cheio de controle, cheio de pausas, como se toda mulher devesse agradecer p

ênc

olu

que nasce quando

spiração

arrepen

pecta

almente não sei o

Não é raiva simples. É algo mais complexo, mais masculino, mais perig

u rosto, desce devagar. Passa pelo ar en

to

enco

proxi

ça da mão

reage como se já t

ld

ta? - ele pergunta, a vo

lso di

eu s

ueira ver se

rece tanto que qu

m milímetro

u

cabeça tocar a beirada

ra ferir e começar a usar pra implorar - ele diz, baixo, devastad

orpo

ce inteiro pel

en

ue

ilh

falha. Como meus dedos se fecham devagar na lateral do vestido. Co

ele se

si

lesm

desse me deixar pegando fogo sozinh

unto com desejo. Uma mistura tã

de - su

o líquido como se não tivesse acabado de bagu

e os olhos para m

o da cadeira. Preciso recuperar algu

a isso de i

ferença entre ganhar

desce mais rápi

a que está

ina a cabeça. - A

e confund

ão e me deixa nesse espaço onde não se

xpl

poia

os b

desde que cheguei, pa

Toque te dá motivo pra odiar, desculpa pra desejar, prova con

ênc

boca

ue e

mente o q

pação. O quase. A tort

ra? - pergunt

resposta já estivess

nsando em mim dep

ravessa como

nta imediatamente,

rcis

sust

passo na d

não me

um na

nda

uente. Está carregado de alguma coisa mais funda, mais perigosa do que tesão. Orgulho ferido.

nsuportáve

ê conti

de ver até onde

eixar você perto o suf

o toco. Pairo. Milímetros apenas. Repito o que e

e descem par

lt

cruel -

ndi co

aprendeu

subesti

sou eu q

s um

pirar sem o cheiro

direito a postura. Refaço a boc

ntar a

tenta

e eu fique. Não recorre a charm

me

silêncio certo pode se

nho até

go perto da saída, paro. Não me viro de imediato. Porque uma parte de mim sabe que, se e

viro mes

que me

chuvosa. Perigoso demais para parecer real. Os botões da ca

eu fosse um incêndio b

o acabou

é am

prom

fa

onde antes que e

ro a ma

você,

ca dele se mo

você t

veria

ria

r cruel ma

do peito já está cansad

e honestidade que ainda cons

i baixa, íntima, afiada como vidro molh

que ele vej

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O Preço Que Paguei Por Você
O Preço Que Paguei Por Você
“Ele construiu um império acreditando em uma única regra: todo mundo tem um preço e nunca esteve errado. Até Carolina. Yan não acredita em amor, acredita em controle, em contratos, em pessoas que sempre acabam cedendo. Para ele, desejo é só mais uma variável que pode ser organizada. Então, quando ela surge com um olhar que não baixa e uma presença que não pede permissão, ele faz o que sempre fez: transforma tudo em um acordo. Sem sentimentos. Sem promessas. Sem espaço para erro. E ela aceita. Mas não pelo motivo que ele imagina. Carolina sabe exatamente o que o dinheiro pode destruir, porque já perdeu tudo por causa dele. Ela não quer o poder de Yan, nem o controle, nem o conforto. Ela quer ele. E isso muda completamente o jogo. Porque enquanto ele acredita que está comprando mais uma mulher, ela entra na vida dele com a única coisa que ele não sabe controlar: intenção. Entre provocações afiadas, silêncios que queimam e uma atração que cresce onde nenhum dos dois admite, eles começam um jogo onde ninguém está dizendo a verdade completa. Ele a mantém perto... mas nunca o suficiente. Ela fica... mas nunca da forma que ele espera. Até que o contrato deixa de ser um acordo e vira uma ameaça. Porque quando o sentimento atravessa o controle de Yan, não existe negociação, só ruptura. E amar um homem que não acredita no amor pode custar mais do que qualquer preço. Ele sempre acreditou que podia comprar qualquer pessoa... mas Carolina não está à venda. E quando ele perceber isso, talvez já seja tarde demais para sair.”