escrivaninha e iluminava o par de patins de gelo que eu deixara encostado na parede, bem ao alcance dos meus dedos. O peito ainda guardava a
ntato de Kendal. Não esperei ela digitar de volta; ape
o e displicente, vestindo uma camiseta larga de banda e segurando uma caneca fumegante. Seus olhos castanhos examinara
antasma da avó? - ela perguntou sem rodeios, a sinceridade
ma vez, sem filtro, sem introduções polidas.
caneca, os olhos arr
us pais? Tirar
mão pela testa, sentindo a frustração queimar por dentro. - Meu pai anunci
em na madrugada. Kendal largou a caneca na mesa dela com um baque abafado e encosto
York de verdade? Estátua da Liberdade, trân
adrado de calçada, onde a minha faculdade de design vai ter que ser transferida para sab
o celular na mesinha de cab
ce o fim do mundo. Mas... poxa, estamos falando de Nova York. Você sempre quis o mercado internacional de moda. E o que não falta
a cama, abraçando os joelhos. - Eu amo a minha rotina aqui. Amo desenhar no meu canto, amo a pista de gelo onde treino desde os meus quin
otivacionais de internet só me fariam querer desligar na cara dela. Ela apenas me deu o espaço necessário para desabar u
Eu sei o quanto você raízes profundas aí. Mas você não vai sozinha. Sua família vai junto, e eu não vou sumir só porque cruzamos al
idamente uma lágrima solitária que
diota, Ken
o para chorar pitangas com os seus patins, você já conversou direito co
mas o peso da pergunta de Kendal me fez pensar. Meus pais nunca haviam tomado uma decisão que destruísse
ssurro. - Eu só fugi pa
s merecem pelo menos que você jogue os seus argumentos n
e da escrivaninha, encarando o reflexo no espelho, antes de decidir que Kendal tinha razão. Fugi não era
a porta de correr de carvalho e encontrei papai e mamãe ali. Papai estava sentado poltrona de couro marrom, com os óculos
ez ou autoritarismo frio nos rostos deles; apenas aquela expre
mamãe disse com suavidade, fechando o catálog
à poltrona de papai, cruzando os braços sobre o
oguei as cartas na mesa, olhando diretamente nos olhos dele. - Por que Nova York? Por que agora? A Miller Jewelry já é
le me olhou com uma seriedade branda, a mesma expressão que usava quando
ara Nova York não é um capricho de momento; é o passo necessário para garantir que o império que construímos para vocês, para os seus irmãos
edos cruzados, desfazendo a barreir
anece unida, onde quer que seja. E eu jamais, em hipótese alguma, exigiria isso de vo
afagou o meu cabelo loiro-quase-albino c
Queremos que você voe mais alto do que imaginava. Nova York tem as melhores escolas de design do mundo, rinques de patinação de nível olímpico e cenários
da não estava feliz. A ideia de arrumar as malas continuava a parecer uma injustiça cósmica contra a garota de dezoito anos que só queria paz. Mas
tes de fechar o contrato - resmunguei, cruzando os bra
curta, balançando a cabe
sigilo até a assinatura final. Mas prometo que a partir de ago
om passos mais lentos, mas sem o
. Caminhei até a escrivaninha, peguei a câmera analógica, passei os dedos pelas pá
sidade - aquela velha companheira das mente
vez na vida, abri o navegador de internet. Meus dedos digitaram devagar na barra de
es vertiginosos que pareciam tocar o céu. Entre os resultados, um link específico chamou a atenção, destacando a infraestrutura de uma da
longo tempo, o reflexo azulado
tava pronta par
a realmente me obrigaria a começar do zero em meio aos arranha-céus daquela ci
/0/19347/coverbig.jpg?v=b87d8c2dc50653df6933dcc2619d647a&imageMogr2/format/webp)