entindo o peso da rotina. Meu pai estava em viagem novamente, como sempre, e Gabriel ainda dormia profundam
m a postura calma e séria que me irritava e, ao mesmo tempo, m
- disse, sorrindo
que ainda não queria me envolver, ainda não queria dar espaço para qualquer sentimento que pudesse me dis
ele segurava o volante, a firmeza nos braços, os olhos atentos pelo retrovisor. Algo dentro de mim reagia, uma sensação que eu não queria nomea
já estavam esperando. Como sempre, c
i o trajeto hoje? - La
- respon
sa, você é impossível! Gente, aquele Lucas é mu
ão pude deixar de perceber o quanto minhas amigas estavam certas. Ele era atraente
, mas permanecia fechada, concentrada em manter meu controle. Mesmo assim, por dentro, cada pequeno detalhe do trajeto da
Eu aceitei com um murmúrio, mais por hábito do que por vontade real de socializar. Ao sairmos
perguntou, e eu
o falava, não precisava falar. Havia algo no jeito que ele dirigia, no cuidado com o carro, que me deixava inquieta e, ao mesmo tem
Mas minha mente continuava voltando para Lucas, para a presença dele no carro, para o modo como ele parecia... perfeito sem esforço. N
gindo calmamente. Ao chegar, Dona Célia já havia preparado o jantar. Gabriel me recebeu com abra
o para Lucas. Ele não estava presente fisicamente, mas sua imagem invadia minha mente de forma insistente: o jeito como
*
ia os pratos com eficiência e cuidado. Eu apenas observei, sentindo o conforto da casa, o aroma de comida caseira e a segurança que aquele ambiente sem
siasmado, e eu respondia com breves acenos ou murmúrios, ouvindo mais do que participando. Havia um certo prazer silencioso em apenas observá-lo: o jeito como ele gesticulava, a
silencioso, mas presente. Cada detalhe dele parecia gravado na minha memória: a postura reta, a firmeza nos braços, os olhos atentos, o modo como ajustava o volante com naturalidade.
Gabriel perguntou, inter
rei, sem olhar di
exercícios. Eu suspirei, sentindo o peso da rotina que ainda precisava encarar: trabalhos da faculdade, provas,
zando a louça ou preparando algo para amanhã. Eu deixei minha mente vagar, observando o teto, as paredes, o relógio. Cada tique-taque parecia lembr
ssidade de controle. Ele era atraente, sim, mas não era só isso. Era o modo como existia, como se encaixava na min
inda dormia, e meu pai continuava em viagem. Desci até a garagem, e lá estava Lucas, encostado no carro, com
aquele sorriso discreto que pare
ndi, breve, evitan
mente, o leve movimento do ombro ao ajustar o banco, a atenção aos detalhes da estrada. Cada gesto, aparentemente simples, parecia carregar um tipo de elegâ
minha mochila, e começou a conversar sobre o trabalho, enquanto Bela comentava sobre a roupa que queria co
para mais perto. - Então, o motorista nov
da, mas sabia que não podia negar. Lucas era atraente, sim, mas e
o olhar para os papéis do tr
? Ah, por favor! Ele tem presença, Nina! Aquele jeito calm
ercebessem qualquer tipo de distração da minha parte. E, no fundo, não queria a
o, lá estava Lucas, silencioso, firme, sempre atento. Eu tentava ignorar, mas era impossível não reparar no modo como
servando roupas, acessórios e objetos diversos, enquanto eu tentava manter a atenção no que era supérfluo. Mas, inevitavelmente, meus pensamentos volt
ntava em silêncio, absorvendo o conforto da casa. Mas mesmo ali, na segurança do meu lar, não conseguia afastar os pensamentos sobre Lucas. Não era amor, não ainda. Era apenas p
aulas ou do trabalho. Era o peso de tentar manter meu controle, de resistir a algo que eu ainda não queria admitir. Fechei os olhos na cama, respira
bia que a estrada que me levava até ele,
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