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sol ainda mal tocava o horizonte, e a luz que entrava pela fresta da cortina dourada do meu quarto iluminava as paredes com
endo que nem tudo é tão simples. Acordar cedo, tomar meu café da manhã, organizar a mochila, checar mensagens
seda, de mangas longas levemente bufantes, combinada com uma saia lápis azul-marinho que chegava pouco acima dos joelhos. Nos pés, optei por sapatilhas nude, discretas, mas sofisticadas. Completei o look co
a de um pó translúcido, para não brilhar demais. Delicadamente, apliquei blush pêssego nas maçãs do rosto, realçando meu tom de pele clara com algumas sardas. Nos olhos, um sombra
vaidade; era consciência de quem eu era, de como queria ser percebida. Eu era linda, sim
leite, coloquei uma fatia de pão integral na torradeira e, enquanto esperava, olhei pela janela. A cidade começava a acordar devagar: algumas pessoas c
fas de casa, e, provavelmente, alguns encontros inesperados - embora eu ainda não soubesse de quem ou de que forma. Mas havia algo na sensação de e
mais uma vez no espelho, ajeitei uma mecha de cabelo e senti aquela mistura de ansiedade e animação q
tavam frescas da noite, o cheiro de terra molhada ainda pairava no ar. Sorri sozinha, respirand
stava prestes a acontecer que tornaria qualq
*
mantendo Elisa como narradora, mostrando seu dia, rotina, personalidad
-
har devagar, absorvendo cada detalhe da rua: a padaria com o cheiro de pão recém-assado, a senhora que varria a calçada com cuidado, o barulho suave do
um lugar conhecido proporcionam. Sentei-me na minha sala, organizando meu material antes que a aula começasse, e observei os colegas. Alguns falavam animadamente sobre provas, outros ainda pareciam sonolentos. Eu, como sempre, tentav
essora. Ainda assim, algo em meu coração me dizia que o dia não seria completamente comum. Tal
ivesse qualquer intenção de olhar. Ele estava encostado perto do mural de avisos, conversando com um grupo pequeno de colegas, rindo levemente. Não era apenas sua aparência que chamava aten
talhe no mundo tivesse mudado, imperceptível, quase sutil. E, por algum
Mas minha mente continuava a revisitar a imagem dele, analisando cada gesto, cada sorriso que lançava para os amigos
me mantinha concentrada, mas não conseguia apagar a presença dele da minha mente. Cada vez que eu levan
escola, um local que sempre me trouxe tranquilidade. Sentei-me em um banco sob a sombra de uma árvore frondosa, tirando da bols
ve a postura tranquila. Ele parou a alguns metros, parecendo hesitar por um instante, antes de se sentar em um banco próximo. Não houve palavras imediatas, apenas uma distân
r - uma energia tênue e inesperada que fez meu coração bater mais rápido. Não era amor à primeira v
. Quem era? O que estudava? Por que parecia tão familiar, mesmo sem nunca termos nos falado? São perguntas
vamente, desta vez um pouco mais próximo, apoiando-se no corrimão da escada que dava para o pátio. Eu tentei me concentrar no traço do lápis, m
nte, mas não antes de um breve encontro de olhares que me deixou estranhamente elétrica. Era como se a vida
dia tinha mudado. Cada som parecia mais claro, cada detalhe mais intenso. Eu sabia que não se tratava de uma paixão i
sobre o dia. Algo me dizia que aquele jovem, Josué Martins, não era apenas mais um estudante da escola. Havia algo nele que des
a sido normal, mas havia acontecido algo diferente. Um encontro silencioso, um olhar compa
do dia, percebi que uma nova curiosidade havia surgido em mim. Quem era re
uela noite, o corpo cans
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