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O Coração de Pedra

Capítulo 5 O castelo

Palavras: 3491    |    Lançado em: 26/05/2026

isturado ao odor pesado de álcool barato, fumaça de tabaco e madeira úmida que escapava pelas frestas da velha construção. Assim que empurrou a porta da taverna, uma ond

cartas sob a luz tremulante das lanternas, cercados por pilhas de moedas e olhares desconfiados. Outros negociavam joias roubadas, armas enferrujada

va arremessos de faca contra um alvo de madeira já completamente destruído pelas marcas das

onsável, erguendo as mãos enquant

s os dias. Porque, de fato, acontecia. Perto do balcão principal, alguns homens perceberam sua chegada imediatamente. Um dele

generoso com você ou vamos preci

perdeu a bolsa hoje - o

de, enfiou a mão dentro do casaco escuro e retirou um relógio de bolso dourado. Ela o lançou na direçã

casualmente, voltando a andar. -

rios animados surg

es, eu adoro

coroa do rei só por diversão - c

nco moedas

o? Eu apo

rtencer a outro mundo. O som das conversas, das risadas e das canções bêbadas ainda subia pelas paredes, mas chegava abafado, distante. Ali predominavam corredores estreitos, iluminados apenas por lanternas fracas penduradas em suportes en

direção ao próprio quarto quan

ori

duradas nos ombros. Os cabelos ruivos estavam ligeiramente bagunçados, e havia um bri

saiu enriquecendo às custas da aris

eber que a bolsa tinha sumido - Loralie riu - Ach

ue Loralie erguesse uma sobrancelha curio

o problema da maldição. - Corinne apoi

sapareceu quase instantaneamente,

está fal

i uma maneira de

olhos da ru

foram convidados para se apresentar nas festivi

testa, tentando acompanhar o

e - um pequeno sorriso sur

ncarando a amiga em completo silêncio.

uma trupe

recer meno

ê ameaça pesso

é uma habilid

Corinne com uma expressão cada vez mais incrédula. - Você realme

s paredes antigas do Refúgio, enquanto o eco distante das

perguntou, arqueando uma so

uma risada cu

i algum talento além de mãos absur

omentár

rinn

o se estivesse prestes a apresentar um argumento ext

stá brin

uma facilidade irritante. - Além disso, anos fugindo de guardas me ensinaram coisas muito úteis sobre equilíbrio, postura e acrobacia. - A faca girou mais um

Não uma risada discreta, mas uma gargalhada verdadeira, daquelas difíceis

ente preciso ver

Corinne estre

uma dama refinada d

- respondeu Corinne imediatamente, levando a mão

has, claramente desacreditada. - Princ

ime podem coexis

e a realeza adoraria

durante o jantar real - Cor

saparecer. Não existiam profecias, nem riscos, nem o medo constante que as acompanhava havia

el. Loralie observou Corinne por alguns instant

e ela em um tom mais baixo. -

Dessa vez, o sorriso perdeu um pouco da provo

pondeu com firmeza. - Logo, logo

is. Loralie percebeu isso, mas não comentou. Em vez dis

o que você fique longe de casa

tou uma ris

s escolhas de assalto não

orma muito gentil de descrever o luga

mente, eu

Ai

l - Corinne levou a mão ao

mpressionante para se met

rte do m

gulhou em silêncio outra vez. Apenas o som distante da taverna preenchia o vazio entre elas. Então Co

. - Preciso encontrar S

e apontar um dedo na direção dela. - E sinceramente?

etalhes hu

lmente os

- Corinne so

enquanto a luz das lanternas desenhava

Loralie antes que ela

stante, a expressão brincalhona de

a cui

ne diminuiu, torna

pre t

am que aquil

.

essavam as frestas tortas da janela de madeira. O Refúgio dos Corvos permanecia silencioso naquele horário raro entre a madrugada e o despertar da cidade, quando até os bêbados da noite anterior finalmente hav

ável sob as costelas, como se dedos invisíveis apertassem lentamente seu coração por dentro. Às vezes parecia apenas um peso sufocante alojado no peito, em outros momentos, transformava-se

ou devagar, tentando controlar o desconforto. O

u com a voz rouca de

batimentos de seu coração. Com um movimento lento, afastou o tecido da camisa apenas o suficiente para observar a joia. O rubi brilhava fracamente na penumbra do quarto, pulsando em um vermelho profundo, como brasas enterradas sob cinzas. Veias finas e avermelhadas pareciam se espalhar

pela manhã fria de Belladonna. A cidade despertava lentamente enquanto Corinne permanecia sentada na cama, encara

gia discretamente sob seus passos, e o quarto ainda carregava o frio silencioso das primeiras horas da manhã. A água estava gelada o suficiente para arrancar um leve estremecimento quando a lançou sobre o rosto, despertando-a de vez e afastando os últimos resquícios de sono. Depois de um banho rápido, começou a se arrumar. Diferente das roupas escuras e discretas que costumava usar pelas ruas da cidade, naquela ma

eso à parede. Observou o próprio reflexo por alguns segundos, analisando cada detalhe da aparência que havia construído para aquela manhã. Não estava perfeita, mas parecia convincente o bastante para cumprir seu papel sem levantar suspeitas imediatas. Satisfeita o suficiente, afastou-se do espelho e deixou o quarto sem perder mais

o acampamento da Trupe Solaris e conseguiu ouvir a movimentação antes mesmo de chegar. Risadas altas, vozes animadas e o som metálico de equipamentos sendo arrastados e organizados preenchiam o espaço improvisado onde os artistas estavam instalados. A Trupe Solaris parecia absurdamente viva para aquele horário, como se nenhum de seus integrantes precisasse realmente dormir. Barracas coloridas ocupavam b

sta. Os guardas da corte, rígidos e irritantemente fiéis às regras, recusaram qualquer possibilidade de permitir a entrada antecipada. E, para Corinne, a

sa, enquanto outros organizavam figurinos cuidadosamente dobrados para evitar que os tecidos amassassem durante a viagem. Perto de uma fogueira quase apagada, um pequeno grupo de m

tivesse chance de responder, Lyra já havia segurado seu braço e começado a arrastá-la pelo acampamen

e caixas espalhadas pelo caminho. No trajeto, acabou ajudando um ra

malabarismo com tochas - comen

ximando-se ainda mais dela, como se estivesse prestes a revelar o plano mais genial do mundo.

o - Corinne interr

terminar - Lyra fez u

e leve, faz tempo desde a última

encarou dramaticamente, como se ti

vavel

é dep

pelo apoi

te. Vou precisar reconstruir s

ção artística

ste a

nçou a cabeç

vida normal. Uma vida simples, sem perseguições, mentiras ou planos perigosos. Quando tudo finalmente ficou pronto, a Trupe Solaris começou a seguir pelas ruas em direção ao castelo real. As enormes carroças avançavam lentamente pela cidade enquanto artistas caminhavam ao lado delas carregando instrumentos, tecidos e

da manhã, enquanto guardas armados observavam atentamente os portões principais. Mesmo Corinne precisou admitir, ainda que apenas para si mesma, que o lugar era impressionante. E absurdamente bem protegido. Os portões começaram a se abrir após uma breve verificação dos docum

ao longo dos anos. Depois da inspeção, um dos guardas aproximou-se para guiá-los pelo interior do castelo. Conforme

eiros posicionados em pontos estratégicos deixavam ainda mais evidente o nível de vigilância dentro do castelo. Mas Corinne não observava apenas a grandiosidade do lugar. Seu olhar analisava as pos

io, mas ainda assim muito mais luxuosa do que a maioria dos lugares onde costumavam se hospedar. Os corredores eram amplos, iluminados

e voltou-se para o grupo com a mesma postura r

uma grande porta dupla alguns metros adiante antes de continuar - E recomendo que não circulem pelo castelo sem autorização. Hoje

es, mais movimentação dentro do castelo e, consequentemente, mais distrações para aproveitar. Por outro lado, também significava mais guardas, mais

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O Coração de Pedra
O Coração de Pedra
“Nas sombras de uma cidade onde a névoa encobre pecados antigos, Corinne sobrevive como sempre viveu: roubando, correndo e nunca olhando para trás. Astuta, audaciosa e moldada pelas ruas frias, ela conhece o valor de cada moeda e o preço de confiar em alguém. Mas quando invade uma mansão esquecida pelo tempo em busca de seu maior golpe, Corinne encontra algo muito mais perigoso que ouro. Um colar. Bela e amaldiçoada, a joia desperta uma sentença cruel: seu coração começará a se transformar em pedra, endurecendo a cada dia, até que não reste nela nada além de silêncio e morte. Para quebrar a maldição antes da próxima lua cheia, Corinne terá de fazer o impensável: derramar o sangue de um príncipe herdeiro. Lançada em um jogo mortal entre salões luxuosos, segredos enterrados e uma corte tão bela quanto corrupta, Corinne se infiltra no coração do reino com um único objetivo: sobreviver. Porém, quanto mais se aproxima de seu alvo, mais a linha entre caçadora e condenada começa a se desfazer. Porque algumas maldições não exigem apenas sangue, exigem escolhas. Entre bailes sombrios, profecias esquecidas e verdades capazes de destruir um trono, descobrirá que seu maior inimigo talvez não seja a morte que avança dentro dela...mas o coração que, pela primeira vez, ameaça sentir algo antes de virar pedra. Todo tesouro tem um preço, e Corinne pode estar prestes a pagar com a própria alma.”