ítu
ciam chumbo. Pisquei, as luzes fortes do teto queimando minhas retinas. Esta não era a suíte luxuosa na qual Collin teria insistido. Era um quarto de hospital padrão, sem graça e impessoal. Um arrepio
de dor no meu braço. "Fique quieta, Sra. Blair", ela resmungou, sem me olhar nos olhos. Seu tom era monótono, desprovido de qual
l?", perguntei, com a voz rouca. Uma
"Querida, o Sr. Brewer disse que você era 'dramática'. Ele nos disse para a
contraiu. Ele ainda estava orquestrando meu sofrimento, mesmo na minha suposta recuperação. Meu coração, ou o que restava dele, doía com uma dor familiar e
seu lado, Haylee Acosta entrou saltitando, usando um vestido de verão amarelo ridiculamente brilhante,
irritando meus nervos. Ela parecia uma criança brincando
algo dentro de mim. Toda a dor reprimida, a raiva, a dor inimaginável, explodiu. Eu me lancei para frente, minhas pernas enfaixadas protestand
ente a envolveu com um braço, puxando-a para perto. "Collin, ela est
Olhe para ela, ela está apavorada!" Ele falou comigo como se eu fosse um animal selvagem, não a mulher com que
mulher que me mergulhou neste inferno? Eu não conseguia nem falar, minha garganta se fechando de emoção. Mas Collin não tinha terminado. Ele olhou para mim, um lampejo
a grande honra. "Ela está preocupada com você e insiste em cuida
ia que eu a visse brincar de casinha, enquanto eu apodrecia na minha própria miséria. Ele queria esfregar a "inocência" dela na minha cara, um lembrete constante de tudo que eu havia perdido. Eu queria gritar, a
de sarar, pioraram. Uma infecção persistente se instalou, minhas pernas uma pulsação constante de dor. Cada dia era um novo hematoma, uma nova dor, tanto física quanto emocional. Tentei protestar, explicar a crueldade deliberada dela para Collin, mas ele sempre me dispensava com um aceno de mão. "Haylee é apenas um pouco desajeitada, Kira", ele dizia,
ar resistir. Eu apenas ficava ali, uma prisioneira na minha própria recuperação, observando Haylee zanzar pelo quarto, suas
ke de proteína. "Kira-boo, olhe! Collin disse que você precisa ficar forte! Eu enco
voz era quase um sussurro. A urna da m
adrenalina superando momentaneamente a dor. "O que
cipiente rotulado 'Cinzas' no escritório de Collin. Pensei que f
tural rasgou minha garganta. Eu me lancei da cama, arrancando o copo da mão dela e atirando-o contra a parede. O shake se espalhou, um líquid
com um ódio venenoso. Uma marca vermelha profunda floresceu em sua bochecha. Ela cambaleou para trás, a
rosto de Haylee manchado de lágrimas. Sem uma palavra, ele se lançou sobre mim, empurrando-me para trás com uma força que enviou uma nova onda de agoni
regada de um nojo frio. Ele se virou para Haylee, segurando o ros
só queria ajudá-la a ficar forte, como você disse! Pensei que o pó de 'Cinzas' era bom para ela!" Ela olhou para Collin, seus
im, afiado e implacável. "Kira,
desculpas? Pelo quê? Por ela profanar a memória da minha mãe? Pela
Kira. Eu sei muito mais sobre o passado dela do que aquele vídeo mostrou
era uma sensação física, espessa e sufocante. Meu corpo tremia com soluços reprimidos, mas nenhuma lágrima veio. Eu era
as palavras com gosto de ci
bem, Kira-boo", ela disse com afetação, dando tapinhas no meu braço, um gesto que parecia uma cob
ntes. "Viu, Kira? Apenas peça desculpas. Não é tão difícil." Ele pegou Haylee pela mão, levando-a para fora do quarto. Enquanto
nte, limpava a bagunça na parede, cada mancha uma nova ferida no meu coração. Minha vida era um deserto, reduzida a cinzas. Mas das cinzas, algo novo estava se agitando. Uma raiva fria e calcu
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