/0/19486/coverbig.jpg?v=cca0df8094fb54015ed561035ea43eec&imageMogr2/format/webp)
lara M
nas sombras. Ela se escond
erald, a cidade parecia bonita demais para esconder tanta coisa podre. Eu segurava uma caneca de café frio entre os dedos enquanto observava os c
ndamente, afastando algumas mechas rebeldes do cabelo do rosto antes de voltar a encarar o mural improvisado de cortiça preso na parede principal. Fotos, recortes de jornal, nom
dade. Eu não acreditava nisso nem por um único segundo. Dinheiro demais sempre escondia sujeira demais. Peguei a foto de Miguel Azevedo, de trinta e quatro anos. Ele trabalhava como segur
uma garçonete temporária de vinte e dois anos desaparecida há duas
i para as paredes vazias, falando comigo m
a mesa, quebrando o trans
nda tá n
ela e eu sorri de leve, pois ela me conheci
ermin
lica da minha amiga chegou de forma pra
a. Vai
ra por alguns segundos. Dormir parecia uma ideia maravilhosa, mas total
odridão escondida sob aquela beleza. Talvez fosse por isso que eu me tornei jornalista. Enquanto as outras pessoas aceitavam respost
ílias tradicionais. Então, um nome me chamou a atenção: Ethan Vance. Franzi a testa imediatamente. Os Vance eram conhecidos em Rave
vestidor, solteiro. Nenhuma rede social, nenhuma entrevista, nenhum escân
to, Ethan Vance - sussurrei para mim mesm
no fundo da mente. Peguei meu caderno e anotei a caneta: "Observar Ethan Vance dura
ou minha amiga do outro lado da linha
relaxa - menti descaradament
- repreendeu Camila, em um tom de c
ora marcada - argumentei com um tom determin
eu Camila com um suspiro repreensivo antes de conti
a grande, Cami - insisti, encostando o aparelho
se meter em alguma encrenca federal - lemb
profissão, você sabe muito bem - j
voltou a falar, adotou um tom consideravelmente mais sério do
fundação, Clara. Gente poderosa demais
o nas fotos, nos desaparecidos e nas perguntas
mais tranquila, Cami? - indaguei, s
e totalmente desprovida de hu
duas vezes antes de entrar naqu
Entraria naquele salão de festas da elite nem que precisasse mentir pam, relaxa - garan
em filmes de suspense, Clara -
um filme. Até amanhã, Cami - f
recia destruída pelo cansaço: olheiras leves, cabelo preso de qualquer jeito e uma expre
mbido baixo das luzes do prédio. Então, ouvi um estalo no corredor. Meu corpo inteiro ficou
itei para o corredor escuro, mas nen
rçar a minha mente a acreditar. Levantei devagar da cadeira e caminhei até a porta aberta. As luzes automáticas do
dor principal. Era rápida, alta e impossivelmente silencios
ara a sombra, correndo na
ente agora: mais pesado, mais frio. Uma sensação desconfortável de arrepio percorreu minha nuca, exatamente como se alguém estivesse me observando
enção no mural. Uma das fotografias havia caído no chão: a foto de Miguel Azevedo. Me abaixo lentamente para pegá-la do carpete e congelei no mesmo ins
de pro
iração curta e os dedos gelados de pavor. Porque, naquele instante, eu tive absoluta certeza de uma coisa: alguém esteve den
/0/19486/coverbig.jpg?v=cca0df8094fb54015ed561035ea43eec&imageMogr2/format/webp)