onde se
DO MAR
peso daquela caixa humana nos meus braços. Valentina no saco, amarrada, imóvel e, por isso mesmo, ainda perigosa. A dor no ombro dela não me da
ens. Ela tentou destruir parte do que construí. Quem tenta me destruir prec
das. Conduzi-a pelo caminho de pedras até a casa antiga, um pesado monumento de pedra que parecia ter sido erguido pa
enalina, ou de raiva. Raiva é combustível. Raiva é previsível. Previsibilidade é perigosa. Eu precisava entender o que havia por trás da máscara que
: os cortes, os ossos quebrados, qualquer sinal de veneno mas também os fios de cabelo que contassem onde ela estiver
ém que pensa: se morrer tentando, ao menos morre lutando. Eu não me deixei mover. Não por crueldade gratuita. Por controle. Esta
nem sempre protege; muitas vezes é armadilha. Fiquei observando-a como quem inspeciona um mecanismo: ond
oderia atrair insetos, rastros, murmúrios. Racionalizei: um prisioneiro limpo é mais fácil de interrogar. Mas, antes de ir até
pe previsível, primário. Fui mais rápido. Bloqueei, guiei, permiti que a raiva dela gastasse energia sem efeito. Quando a empurrei, torci os pulsos
senti o foco da raiva feminina tão puro quanto sangue. Ela falou com ódi
te m
por dentro. Palavras são gestos. Gestos podem ser usados para manipular. Eu era i
ineira, patrulha no perímetro, transmissões cortadas. Não podemos ter visitas indesejadas nem da polícia, nem de curiosos, ne
rcebeu que o tempo corria contra ela. Valentina não era mera fogueira; era um incêndio de precisão. Organizada. Racional. Com a disciplina de
. Tirei a touca novamente, conferi marcações, sujeira, indícios elementos que apareceriam como prova de barbarida
de acesso ao arsenal; o nome do contato que fornecera a informação dos Marazano; por fim, o que soubesse sobre outros alvos
pio é a armadura da tola que não percebe quando a armadura é também uma prisão. Usei o tempo. Deixei as perguntas p
adas, agendo retratos mortais: patrulhas onde os Marazano menos esperam, infiltrações em segurança do inimigo, pe
no quarto, encarei-a e dis
so não fica impune. Não há per
não quero isso. Quero dominação. Quero controle. Quero que ela compree
s como brasas que ain
Invadir meu galpão, roubar
fala! E quem te falou q
ou e sorriu,
ó não esperava perder t
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