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Cativa do Pecado

Capítulo 5 4

Palavras: 1864    |    Lançado em: 15/07/2026

TRI

tigo quanto previsível. Eu poderia ter passado despercebida, feito o necessário e ido embora. Mas se eu quisesse

nem escândalo, apenas a fricção silenciosa de duas vontades que se reconhecem. Cruzei a linha do conforto

eza, foi domín

ue desejasse entender por quê, ela ainda

e, rompendo o contato com uma violência contida que fez o ar entre nós vibrar. Vi a centelha de f

á era meu. Fora apenas um beijo, mas eu sentia a umidade dela através do tecido,

nquanto eu a observava recuperar a compostura. Eu era a mestre daquele jogo

gada de um sarcasmo insuportável, invadi

irmãzinha. - O tom de meu irmão era uma

o minúsculo cravado em meu ouvido. A vigilância dele era uma c

ário - respondi em um

o outra mulher. - Houve uma pausa, e eu quase podia ouvir o som do gelo batendo contra o cristal de um copo de uísque do outro lado. - Preciso de um bar. Preciso encontrar um homem que seja

s palavras não me chocou, estávamos m

es sórdidos de como você pretende foder sua próxima con

ouvir a sinfonia de prazer de vocês. Aliás... - o tom dele baixou, tornando-se mais incisivo, quase uma carícia psicológica - nunca enten

m labirinto de poder e domínio moral que eu não tinha paciência para percorrer naquele

como uma arma para trazê-lo de volta à realidade. - Foque na m

ta, aquele silêncio carregado de cumplicidade que antecede a

ontecido. O gosto dela ainda repousava na minha boca, sal, chuva e desafio, e isso me irrita

ubo de hoje, buscava o erro de ontem, aquilo que a polícia sempre deixa passar. A maioria dos investigadores se fixa no que falta. Eu observo o

soltas, sem tremor. Não houve hesitação. Aproximei-me sem tocar, deixei que a luz

térmica do prédio nas quatro horas anter

houve um pico discreto em duas alas, dentro do limite aceitável, alguém

sível no mármore polido, uma microabrasão próxima ao rodapé. algo metálic

levação e escaneamento? Passei o dedo e

da, neutralização, retirada, e qualquer herói improvisad

ra ambiente, truque simples para quem conhece sistemas antigos. Mas, ao erguer os olhos, notei o deta

am antes, mapearam, ajustaram o campo de visão,

s da execução - falei no ponto. - Talvez duas

de intrusão - Jé

ram direito. - devol

i os dedos pelo ar, a centímetros da superfície. o pó

m a obra po

graf

near

ão prévia. Isso explicava a confiança. já havia co

do mercado negro envolvendo as duas obras. Interm

por impulso, rouba

ram sob encomenda. O silêncio q

a é desagradável. - Encontramos movimentação incomum ligada a uma conta intermedi

stante para acreditar que

indo mentalmente a sequência. entrada sincronizada, neutralização térmica

s, como se tivessem aprendido com alguém que apren

pica na superfície acrílica. um traço fino, quase invisível, em forma de meia-lua. Não era assinatur

avam respondendo a algu

e incômodo. Poder não é apenas força, é presen

estão sendo caç

e para cometer um erro. E eu era paciente, extremamente paciente. Eu não corro atrás de presas. eu as deixo

? - a voz doce reverberou pela sal

i o corpo com elegância, oferecendo-lhe atenção como quem

ei com leveza estudada, a ironi

aços com rigidez defensiva. - E não ficaremos. Aq

Depois, sentou-se no banco de metal e retirou um dossiê. Meu

el era incompleto, o quanto dizia

me apenas o suficiente para não pare

ivo com precisão

atentos. - A mulher mais jovem a alcançar o posto de major.

usa curta,

Militar por Bravura em Combate, Ordem Nacional do Méri

bre o banco com um gesto seco,

stórico faz trabalhando no ser

por um segundo a mais do que o confortável. Passei a língua

, simples. - O que ma

ejo e repulsa, atração e resistência. Eu havia deixado uma marca nela. Pro

me sa

a queria

rder o controle

respiração descompassada, a razão es

e eu fosse um problema que não sabia resolver, eu já a imagi

se cruel, que aquilo estava

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Cativa do Pecado
Cativa do Pecado
“Beatrice Bianchi Lamberti vive sob a fachada impecável de investigadora de seguros. Cruza fronteiras com contratos limpos, circula entre galerias, cofres e aeroportos com a elegância calculada de quem nunca deixa rastros. Oficialmente, recupera obras de arte roubadas para grandes seguradoras. Nas sombras, decide quais peças retornam aos seus donos e quais desaparecem para sempre, revendidas no mercado negro a colecionadores que pagam fortunas pelo silêncio. Calculista, sedutora, implacável e intocável, Beatrice construiu um império invisível sustentado por mentiras elegantes, e domina o jogo porque raramente é desafiada. Tudo muda quando uma obra rara desaparece do Museu do Louvre. Enviada à França como especialista no caso, Beatrice usa sua rede de contatos para integrar oficialmente a força-tarefa. No submundo, é conhecida como Rainha de Espadas, não por seguir a lei, mas por compreender que ela é apenas mais uma carta no baralho. Ela aprendeu cedo que o crime organizado não teme a polícia apenas a manipula. Ao cruzar o caminho da Comissária Gabrielle De La Fontaine, Beatrice entra em território hostil. Antes mesmo do primeiro toque, já está marcada. pelo ódio contido, pelo desejo incontrolável, pelo olhar que promete guerra e algo perigosamente mais íntimo. O que deveria ser uma investigação de resolução rápida torna-se um jogo obscuro de poder e provocação. Cada pista revela não apenas o rastro do ladrão, mas a tensão crescente entre caçadora e predadora, embora, em certos momentos, seja impossível distinguir quem ocupa qual papel. Beatrice não se contenta em vencer, ela observa, invade, provoca. Impõe presença, controle e desejo com a mesma frieza com que negocia obras roubadas. Gabrielle resiste à manipulação, às mentiras, e à atração que ameaça desarmá-la por dentro. O atrito é imediato. Olhares afiados. Silêncios carregados. Confrontos que queimam sob a superfície profissional. À medida que a investigação se aprofunda, o desejo entre elas torna-se inevitável, intenso, proibido e perigoso. Cada toque é uma ameaça. Cada segredo, uma arma. Entre corredores dourados, noites parisienses e leilões clandestinos, lealdade e traição se entrelaçam enquanto a linha entre justiça e crime se dissolve. Quando a verdade finalmente vier à tona, não será apenas a arte que estará em risco, mas tudo o que arde entre elas. Porque, no fim, ambas precisarão escolher. a lei, o crime... ou uma paixão capaz de destruir tudo. Prepare-se para um romance sáfico, sensual e implacável, onde amar pode ser o golpe mais arriscado de todos.”