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Entregue Ao Mafioso

Capítulo 4 A Dívida

Palavras: 2392    |    Lançado em: 29/08/2026

𝕚𝕣𝕠 - 𝟛 𝕕𝕖 𝕛

da mansão e

da em um túnel estreito. O olho direito ainda captava formas e luzes, mas as bordas do mundo tinham desaparecido. T

ausência. O perfume de lavanda da mãe ainda impregnava os lençóis,

ara o vazio, a voz rachada. "Devia ter me con

Fátima não r

chegaram

rados, lacrados. Empilh

s que a mãe tomara nos últimos meses. Números que dançavam diante

umberto, que examinava os papé

da sua

vidas são da minha mãe

cima do papel, os olhos

falou ele, a voz lenta, delibe

o chão abrir

é me

r. Ah, espere", sorriu, um sorriso fino que n

Ela girou a cabeça para enquadrá-lo melhor, um gesto que virara hábito desde o

, acusou ela, a voz baixa.

m calma. "Você amou tanto que ficou do

atingiu co

o olho morto - ardia como sempre ardia desde o acidente.

se, a voz falhando. "Eu pagava o

"Todo aquele dinheiro de passarela, aqueles contratos milionários,

eu. Não tinha fo

ra se mudar", anunciou e

Mãe com

cê não pode se sustentar. Eu ta

isamos soou co

que Cleo percebeu

de Janeiro - 12 de a

s caixas idênticas, em uma rua sem asfalto onde

nelas, carregando o cheiro de fritur

or da sala minúscula. O piso era de cimento queimado, rachado em ziguezagues. Os móvei

murmurou Humberto, passando p

tido que a filha acabasse ali. Fátima teria brigado, teria rolado no chão, teria enfiado as mãos no fogo para proteger a filha.

s dias fora

va a mofo. Humberto desaparecia por horas, voltava tarde, cheirando a cachaça

e era

era uma presença física no escuro, sentado sobre seu peito, apertando-lhe a garganta. Ela pensava na mãe, no cheiro de lav

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o dinh

a parado na entrada da cozinha, o corpo oscilando leve

água fria escorria pelos pulsos, mas o arrepio q

guntou, a voz mais f

a tem renda? Que alguém vai te contratar?", Ele ri

que qualquer outra. Não era cega. Tinha quarenta por cento de visão no olho direito. Enxergav

abalho", respondeu, vol

trabalhar. Não serve para nad

armadura. Cada palavra trocada com Humberto era uma moeda

le queri

atacou ele, a voz arrastada pela bebida. "Se você nã

rosto, o olho

a da min

o suficiente? Ela ligava para você todos os dias quando você e

na pia com

voz quebrando. "Eu estava trabalhando! P

rreu mesm

l a atingiu

tremendo. As lágrimas queimavam, mas ela se recusav

s centímetros. O cheiro de cachaça e s

dedos roçando-lhe o ombro. "Não consegue pagar uma conta. Não con

enrij

ame

fastou, o sor

Vai d

com o prato quebrado e o

- 𝟚𝟚 𝕕𝕖 𝕤𝕖𝕥𝕖𝕞𝕓𝕣

ten

na modelo mais cobiçada de sua geração. Vestiu uma blusa que ainda car

As pedras soltas rolavam sob os pés. O sol de setembro castigava a cabeça. Os vizinhos a observavam das ja

quina. O dono - um português gordo, d

u, sacudindo a cabeça. "A senhora mal enxerga,

lhar no caixa.

cisa. Pa

repartição pública onde soube que, sem comprovante de residência, sem

ntou a atendente, uma mulher de óculo

padra

traba

hes

stá desem

RAS. Talvez consig

ção ardia

lho bom enxergava apenas sombras alongadas e reflexos distorcidos. Sentia o cheiro de lixo e esgoto, o chiado d

ar vibrou. Um núm

jovem. "Meu nome é Renato. Fui assistente d

e que a descobrira aos quinze anos, o homem que a

eu ela, a voz fal

seu caso. Sinto muito pela

o engoliu. "Você

era long

as eu queria saber se você ainda tem contatos em São

, Renato. Ninguém

outro lado c

uito, Cleo.

desl

celular apertado contra o ouvido, a

esaparecido. Em seu lugar havia uma mulher de vinte e quatro anos, envelhecida pela dor, coberta de

� - 𝟛 𝕕𝕖 𝕠𝕦𝕥𝕦𝕓𝕣𝕠

ordou c

r com o aparelho ligado, o som baixo, as imagens piscando na sa

no e sentou-se no sof

lta." A voz de Hum

tada. "Tá devendo trezentos mil, Humberto.

u sei. Vou

a?", A voz riu. "Tá guardando ela

nda tem

o de Cleo

sombras dançando nas paredes descascadas. O olho bom enxergava apenas vultos indi

ntou o estranho, cé

e ela tem... contatos antigos.

ivendo em outro mundo. Ninguém quer uma modelo aposentada com

se misturaram na

ágrimas voltaram, silenciosas, escorrendo pelo rosto.

, a voz mais firme." Um homem sério. Ele p

ênc

. "Depois disso, não respondo por mim nem pelos ou

u, fechou. O latch d

recia absurda, impossível. Mas ali estava, na sala escura, no hálito de c

passou pelo sofá

da", ordenou,

a responder, mas o me

rosto a centímetros. "Se disser uma palavra, se tentar fug

iu, o quei

u, entrou no quart

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“Cleo era uma modelo famosa, desejada por homens que jamais conseguiram alcançá-la. Até um acidente destruir sua carreira e parte de sua visão. De volta ao Brasil, após a morte da mãe, descobre que o padrasto é um traficante endividado. A dívida precisa ser paga. E ele encontrou a moeda perfeita: Cleo.”