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O Filho da Noite que eu não esqueci

Capítulo 11 O que quatro anos não apagam, parte 2.

Palavras: 2792    |    Lançado em: Hoje às 18:58

ura. Eu conseguia ver a tensão nos ombros dele, a maneira como respirava fundo e como parecia lutar contra uma reaçã

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O Filho da Noite que eu não esqueci
O Filho da Noite que eu não esqueci
“Meu nome é Helena Duarte. Durante vinte e quatro anos, acreditei que ser adotada significava dever minha vida às pessoas que me acolheram.Estava errada.Naquela casa, nunca fui uma filha. Era apenas a menina que precisava agradecer por existir, mesmo quando as palavras vinham acompanhadas de humilhações, castigos e portas trancadas.Na noite em que finalmente fugi, não tinha dinheiro suficiente, lugar para dormir ou alguém para quem telefonar. Só tinha uma pequena mala, um casaco emprestado e um colar que pertencera à minha mãe biológica.Foi naquela noite que conheci um desconhecido.Um homem de olhos escuros, voz firme e uma tristeza que ele escondia muito bem. Não sabia seu sobrenome, sua profissão ou por que parecia tão solitário quanto eu. Não deveria ter confiado nele. Muito menos passado a noite em seus braços.Mas passei.E fui embora antes do amanhecer, deixando para trás a única lembrança que tinha da minha origem: meu colar.Quatro anos depois, voltei àquela cidade com um menino de três anos pela mão.Meu filho.Eu acreditava que aquela noite havia sido apenas uma lembrança bonita de uma vida que não existia mais.Até reconhecer, no noticiário, o rosto do homem que nunca consegui esquecer.Ele estava usando meu colar.E, aparentemente, havia passado os últimos quatro anos procurando pela mulher que desapareceu de sua vida.O problema é que agora eu não estava mais sozinha.E meu filho tinha os mesmos olhos dele.”