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sem lágrimas. A dor da perda da mãe ainda estava cravada em seu peito, mas já fazia parte de seu ser, como uma cicatriz que, por mais que doída,
peso de uma tentativa de conexão, foi o que a levou até aqui. Ele, um homem desconhecido, que sua mãe sempre evitou mencionar. Ela sequer sabia o que esperar
po. O imóvel estava imerso em um ambiente de silêncio, uma estranha sensação de expectativa pairava no ar. Luna se s
os ecoava, mas parecia abafado, como se a própria cidade estivesse de luto. Ela ergueu a mão, hesitante, e ba
cabelos escuros e uma presença que parecia controlar o espaço ao seu redor. Seus olhos
z era profunda, mas ao mesmo tem
homem. Ele era tão diferente de tudo o que ela imaginava. Mas, ao mesmo tempo
embargada. - O...Oi, me chamo Lu
s de dar espaço para ela entr
parecia saído de um tempo longínquo. Tudo ali tinha uma aura de mistério, com
r. - Luna murmurou, olhando ao red
ntificar. Ele se virou, como se quisesse dar a ela espaço para explorar, mas ela o observou atentamente, tentando ler su
na sentiu um arrepio percorrer sua espinha. - Ela não queria
voz agora misturada com confusão. - A carta foi o único contato
hor forma de responder. Por fim, ele disse: - Há coisas que
onseguia entender. Seu instinto dizia que havia muito mais nessa histór
mim... viver aqui. - ela sussurrou, a
stivesse tentando dar-lhe conforto. - Vamos dar um passo de cada vez, qu
dizer mais nada. Eliezer observou sua expres
he mostrar onde
piso de madeira impecável. As paredes exibiam quadros antigos, de tons somb
uma porta no fi
será seu
aveludado vinho, era o centro da atenção. Os móveis de madeira escura, polidos até brilharem, tinham detalhes esculpidos à mão, que lembravam folha
m um abajur antigo, cuja luz amarelada iluminava delicadamente o ambiente. A uma das laterais, uma porta dupla de madeira dava acesso a um closet es
ica de pés dourados, além de um chuveiro moderno cercado por paredes de vidro fosco. Um espelho grande com moldura prata estav
tável aqui. - Disse Eliezer, enqua
da, mas sua desconfiança
rmurou, tentando escol
entendesse o que ela queria dizer,
ue organize suas coisas. Se pr
o observou sair e fechar a porta atrás
difícil acreditar que agora estava ali, longe de tudo o que conhecia, com um
u-se à beira da cama. O toque do tecido maci
no porta-retrato. A foto mostrava ela e sua mãe, sorrindo em um dia ensola
ndo por seu rosto enquanto ela apert
lhos. O tecido do cobertor acariciava sua pele, e o perfume d
pesadelo. - Sussurrou para si mesma,
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