“Alguém batia insistentemente na porta. Esfreguei meus olhos cansados e olhei para o relógio na mesinha ao lado do sofá-cama, onde estive dormindo. Coloquei meus óculos e vi que eram quatro e vinte da madrugada. Droga! Só fazia três horas e meia que eu tinha ido dormir, após encerrar mais um duro e exaustivo turno de trabalho. As batidas recomeçaram, me obrigando a deixar de lado os meus devaneios para ver quem poderia precisar da minha ajuda àquela hora, porque para alguém surgir na porta de outra pessoa, quase às quatro e meia da manhã, só poderia ser algo muito urgente.”