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23 Modos de Prazer

Capítulo 18 A décima oitava noite

Palavras: 5636    |    Lançado em: 10/02/2023

omem tem que fazer todo o tipo

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ples. Olhei para o relógio pela

hora antes do espetáculo. Faltav

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cinco

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“A primeira coisa em que pensei quando ela entrou no meu consultório foi que as mulheres do mundo deveriam fazer um acordo de que nenhuma delas poderia ser gritantemente mais bonita do que as outras. Alta, curvilínea, ruiva, com a pele clara e os olhos verdes, Nahia Valar, minha nova paciente, era tão deslumbrante que chegava a ser constrangedor para nós, outras mulheres, ficarmos perto dela. Tive que me lembrar de que eu deveria ser a pessoa mais segura do ambiente. Era difícil não me sentir intimidada pela sua presença. Mas uma psiquiatra que não passasse segurança para os seus pacientes não valeria a obscena quantia monetária que eu cobrava pela consulta. – Boa tarde – ela me cumprimentou primeiro. Estava claramente acostumada a dominar o ambiente. – Boa tarde – devolvi um sorriso confortável. – Senhorita Valar, não é isso? – olhei para a ficha que tinha nas mãos para confirmar. – Sente-se onde preferir. Ela escolheu a poltrona bem à minha frente do outro lado da sala. Levantei-me de trás da mesa e sentei-me no pequeno sofá ao seu lado. – Sou a doutora Hanna Arzu, mas pode me chamar de Hanna. Minha secretária me informou que a senhora gostaria de marcar dois encontros por semana. – Exatamente – ela olhava à sua volta, medindo tudo ao seu redor. – Tenho um problema de natureza bastante... peculiar. E gostaria de resolvê-lo o mais rápido possível. – Infelizmente, tempo é uma coisa que não se pode prometer em tratamentos psiquiátricos. E, geralmente, depende muito mais do paciente que do médico. – Bem, eu estou disposta a tentar, se a senhora estiver – ela sorriu para mim de uma forma dúbia e quase criminosa. Resolvi reassumir o controle. – Muito bem, senhorita Valar... – Nahia. Prefiro que me chamem de Nahia. – Nahia, então – sorri. – Por que você não me conta o seu problema? Ela levantou as sobrancelhas e sorriu como se aquilo fosse ser uma longa história. – Comece do começo – sugeri. Nahia me encarou nos olhos e eu sustentei seu olhar com um sorriso encorajador. Mas não era de coragem que ela precisava. Aquela mulher não era do tipo que precisava de coragem ou confiança – isso ela tinha de sobra. O que lhe faltava era uma decisão. Por alguns segundos ela ficou em silêncio, sentada ali, considerando se ia desistir ou se ia me contar sua história. É muito comum. Os pacientes resolvem que precisam de ajuda, marcam a consulta, vêm até o consultório. Mas, no momento em que eles se sentam e eu digo "me conte", o questionamento volta. Às vezes, é um questionamento moral ou ético, pois eles acham que outra pessoa não vai entender seus problemas. Outras vezes, é um questionamento de confiança, pois não estão acostumados a contar seus segredos mais íntimos para um desconhecido. Em ambas as situações, tudo o que eu fazia era esperar alguns segundos para, então, ouvir o paciente respirar fundo e a consulta começar. No caso de Nahia, ela parecia estar quase encantada com a minha espera. Era como se ela se deliciasse nos momentos que antecediam o começo de sua narrativa. Através dos seus olhos, eu quase a ouvia dizer "Você não sabe o que a aguarda, doutora. Não faz a menor ideia". Ela respirou fundo.”
1 Capítulo 1 A primeira noite2 Capítulo 2 A segunda noite3 Capítulo 3 A terceira noite4 Capítulo 4 A quarta noite5 Capítulo 5 A quinta noite6 Capítulo 6 A sexta noite7 Capítulo 7 A sétima noite8 Capítulo 8 A oitava noite9 Capítulo 9 A nona noite10 Capítulo 10 A décima noite11 Capítulo 11 A décima primeira noite12 Capítulo 12 A décima segunda noite13 Capítulo 13 A décima terceira noite14 Capítulo 14 A décima quarta noite15 Capítulo 15 A décima quinta noite16 Capítulo 16 A décima sexta noite17 Capítulo 17 A décima sétima noite18 Capítulo 18 A décima oitava noite19 Capítulo 19 A décima nona noite20 Capítulo 20 A vigésima noite21 Capítulo 21 A vigésima primeira noite22 Capítulo 22 A vigésima segunda noite23 Capítulo 23 A vigésima terceira noite