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•Minha Escolhida• [Família Andriotti]

•Minha Escolhida• [Família Andriotti]

M.BRITO

5.0
Comentário(s)
23.5K
Leituras
54
Capítulo

Romance Dark Ninna tem uma vida difícil, mora com os pais, e sofre nas mãos do pai agressivo. Obrigada a ir para Itália com sua família, é instruída a seduzir um homem milionário por nome Ian Andriotti de uma familia poderosa da Itália. Pensando ser essa a sua chance de se livrar da violência diária que passa, decide contrariar a vontade do pai, sem fazer questão de se exibir para conquistar o milionário. Mas tudo termina mal ao ser uma das escolhidas do Andriotti cruel, que não tem planos para deixá-la livre. O desinteresse de Ninna somente atiçou um desejo possessivo e cego de Ian Andriotti.

Capítulo 1
Minha Escolhida

Ninna Miles🌺

Acordo com o som do despertador, hoje não tenho aula e minha mãe não precisará de mim, pelo menos é o que penso, digamos que hoje é meu dia de folga mas ficarei em meu quarto mesmo, para evitar meus "queridos" pais. Poderia ligar mais tarde para Kennia para dar uma volta.

Kennia é minha prima, somos muito próximas, compartilhamos segredos, mas, ela nem imagina o que já passei, tenho medo de compartilhar tais coisas com ela, não quero confusão. Kennia tem a minha idade, e uma rotina cansativa, é modelo de catálogos.

Sou um tanto tímida, eu, e Kennia sempre saímos juntas para todos os lugares damos nossos pedidos, e ficamos com alguns meninos mas nada sério, nunca namorei, ainda não me permitir gostar de alguém, fala a verdade ainda não encontrei alguém que realmente mexa comigo, não acredito em Príncipes encantados, mas quero viver uma aventura ter minha própria história e claro alguém que me ame intensamente. Mas enquanto isso não acontece foco na minha carreira, quero sair de casa, ter meu próprio aconchego poder ser livre..

Saio de meus pensamentos com alguém me chamando,saio da cama e vou em direção à porta..

— Quem é? — pergunto com o coração começando a acelerar.

— Quero que você desça, eu e seu pai queremos lhe comunicar algo importante — diz minha mãe do outro lado e nada respondo. — Não demore, não vai querer que seu pai venha lhe buscar — o deboche é notável em sua voz. Respiro fundo.

— Já estou indo! — digo, dou uma pausa, controlando a respiração. — Só irei me arrumar, não demoro — me direcionei ao banheiro.

— Tem cinco minutos! — diz ela , antes de entrar no banheiro..

Faço minhas higienes às pressas, tenho que chegar em menos de 5 minutos, sim, levo isso a sério pois a mesma não estava brincando ela nunca brinca, na primeira vez, não levei a sério e me arrependi amargamente, passei dois dias sem comer e ainda tive que limpar a casa, casa não essa mansão fiquei quebrada minha sorte era que tinha algumas besteiras guardadas em meu quarto, e levei porrada.

Como hoje é minha folga, Ramon pode muito bem querer me marcar, e eu realmente não quero isso, ele é muito ruim, desconta todo seu estresse em meu corpo da ultima vez fui parar no Hospital por ele ter exagerado, acabei desmaiando. Lembro que saiu nos jornais, a desculpa que deram foi que eu havia sofrido um acidente "cai das escadas" o que não deixou de ser verdade, mas ele quem me derrubou, só de lembrar das dores que sentir, tenho vontade de chorar.

Me olho no espelho e suspiro, meu cabelo é grande e liso pensa que só cachos que dá trabalho está muito enganada, todos os dias luto com os nóis que formam nele , e com certeza hoje não irei lutar pelo menos não agora, se não irei me atrasar, apenas amarro ele em um coque, pego um de meus vestidos casuais o mais simples, possuo muitos vestidos chiques, por conta de sempre ter que está em boa aparencia e tudo e tal, não que eu não goste, só acho exagero viver todo tempo com roupas assim , dou uma ultima olhada no espelho e vou ao encontro do Sr Ramon e a Sra Anne..

Chego na sala e os dois estão sentados conversando, e nem notam minha presença, aproveito isso para observá-los, ambos demonstram afeto um pelo outro principalmente minha mãe, meu pai nem tanto mas demonstra as vezes , eles estão agora se acariciando meu pai está a mexer no cabelo da minha mãe e ela acabara de sentar em seu colo no momento sem nenhuma malícia ambos estão só se acariciando,essa palavra vem de CARINHO algo que nunca tive deles, queria que minha mãe fizesse isso em meus cabelos, que meu pai me a pegasse no colo quando chorasse dentro do meu quarto, queria ter esse amor esse cuidado. Com esses pensamentos lagrimas começam a rolar pelo meu rosto.

— O que há minha querida filhinha? — me assusto com meu pai falando, nem tinha percebido que ambos já havia notado minha presença, ele falando assim até parece verdade se não fosse seu cinismo poderia acreditar. —Também que sentar no colo do papai? — continua ele agora rindo com deboche, meu coração se aperta e minha vontade,era de mandar ele se Foder, mas apesar de tudo amo minha vida e fazer isso,é mesmo que pedir a morte .

— Mamãe disse que queria me comunicar uma coisa — digo, e fico de frente para eles, tentando não mostrar meu medo. — Peço desculpas por ter atrapalhado vocês — digo nervosa.

— Me poupe de sua voz enjoada — diz ele, mas não vejo raiva em seu tom, o que me deixa um pouco aliviada. — Daqui a três dias iremos para Itália, onde acontecerá um grande evento, e se tudo sair como planejado iremos morar pra lá — diz parecendo feliz com seus planos, mas, eu estou em choque, não quero ir embora, a última coisa que quero é ficar longe de Kennia a única pessoa que demonstra afeto por mim e também tem minha faculdade.

— Não faça essa cara Filhinha, John e Amélia também irão e consequentemente Kennia — diz Anne parecendo ler meus pensamentos, com isso dito fico aliviada ter Kennia por perto é tudo que preciso. — Você continuará fazendo sua faculdade porém de Design de Moda

, tenho na Itália vários negócios — dessa não sabia até para lá, ela tem suas Lojas de grife.

— Quero você perfeita no evento não aceito nada menos que isso! — papai agora está dando suas ordens. — Lá terá homens de grandes status quero que você seja agradável com todos — com essas palavras meu estômago embrulha. — Vamos ver para o que mais você é útil, além de saco de pancadas — debocha e finaliza suas "ordens" saindo da sala, mas sem antes beijar e bater na bunda da minha mãe.

Ainda na sala feito uma estátua fico tentando processar as palavras do meu pai. Ele não seria capaz de me oferecer ou vender pra algum homem de alto status, ou ele seria ?!

— Ele não te venderá se isso que está pensando, mas talvez te empurre para algum de grande importância — diz minha mãe dando de ombros. — Lá terá muitos homens lindos e com grandes riquezas, deve aproveitar filinha é o máximo que deve fazer por nós que aturamos você desde sempre — ela também se retira da sala me deixando atordoada com essas informações.

Como assim O MÁXIMO QUE POSSO FAZER POR ELES?, como se tivesse pedido para ter eles como pais, não devia esperar menos . Eles nunca vão gostar de mim,nunca terei o amor deles, talvez essa mudança seja boa, quem sabe, até conheça alguém que me tire desse inferno( começo a rir desses pensamentos quando na verdade nem quero isso, digo me casar),tentarei ao máximo me distrair aproveitarei cada momento lá, devo me preparar psicologicamente para aguentar as falsidades de meus próprios pais. ..

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