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Dorothy

6 Livros Publicados

Livros e Histórias de Dorothy

Esmeraldas Quebradas, Alma Reconstruída

Esmeraldas Quebradas, Alma Reconstruída

Romance
5.0
A música alta da festa da empresa zumbia em meus ouvidos, enquanto eu observava meu marido, Lucas, o CEO carismático que todos admiravam. Naquela noite, eu usava o colar de esmeraldas que meu pai, o joalheiro mais renomado do país, havia criado antes de falecer, um tesouro que guardava sua alma. Então, Lucas anunciou um prêmio especial para uma estagiária, Camila, a mesma que o seguia como uma sombra e cujos olhos brilhavam de forma não profissional perto dele. Meu estômago gelou quando ele tirou uma caixa de veludo, e de dentro dela, meu colar; o colar do meu pai, que estava no meu cofre. Com uma naturalidade assustadora, Lucas colocou meu colar no pescoço de Camila, ali, na frente de todos, na minha frente. Minha voz saiu num sussurro rouco: "Lucas, o que você fez? Esse é o colar do meu pai." Ele me olhou com uma indiferença que doeu mais que um tapa: "É só um colar velho, Sofia, quanto pode valer?" A humilhação me atingiu como uma onda quando Camila, com um sorriso triunfante, arrancou o colar e o jogou no chão de mármore. O som das esmeraldas se estilhaçando ecoou no silêncio, e pequenos fragmentos verdes se espalharam, brilhando tragicamente sob as luzes. Eu caí de joelhos, tentando juntar os cacos, sentindo meu pai ali, sua memória sendo profanada. Lucas passou o braço pelos ombros de Camila, dizendo: "Coisas de gente morta dão azar." Naquela noite, Lucas não voltou para casa, nem atendeu minhas ligações, seu silêncio uma confissão de que ele me havia descartado. Meu corpo todo enrijeceu quando a melosa voz de Camila atendeu o telefone dele: "O Lucas está ocupado agora. Ele está no banho. Quer deixar recado?" Eu queria que ela pagasse pelo colar que destruiu, mas Lucas virou a culpa para mim, dizendo que ela ficou nervosa porque eu a humilhei. Ele me acusou de ser dramática e fria, disse que "superou" a morte do pai dele, e me chamou de louca quando a farsa de choro de Camila começou. Eu sentia uma raiva fria e cortante, uma força que eu não sabia que tinha, enquanto ele prometia um anel de safira mais caro à Camila. Mas Lucas não parou por aí: ele me sequestrou, me drogou e me forçou a doar sangue para Camila, que ele falsamente alegava ter uma condição rara. Minha dor e humilhação se transformaram em uma determinação fria. A pior traição não era apenas o caso, ou a violência, mas ele ter roubado meu projeto mais pessoal para dar a ela. Naquele momento, algo terrivelmente calmo se instalou, a calma antes da tempestade. Eu não seria mais a vítima.
A Mulher que Me Roubou Tudo

A Mulher que Me Roubou Tudo

Moderno
5.0
O cheiro de antisséptico do hospital já era familiar para mim, uma lembrança constante do sacrifício que fiz por Pedro, meu melhor amigo, ao doar um rim para ele. Agora, meu pai, João Silva, estava na mesma cama, com insuficiência renal terminal, e a única esperança era eu, doando meu último rim. A médica me alertou sobre a vida conectada a uma máquina, mas eu repeti: "Eu sou compatível?". Sim, mas o custo do procedimento para o rim artificial era uma fortuna que eu, como designer de jogos iniciante, não tinha. Minha noiva, Juliana, provava um vestido caro quando revelei a situação do meu pai e a necessidade de dinheiro para o meu próprio rim. Seu sorriso desapareceu, substituído por desprezo. "Você está louco, Lucas? Doar seu último rim? E espera que eu pague por essa loucura?" Ela me expulsou, e naquela mesma noite, vi a foto: Juliana, sorrindo, ao lado de Pedro, agora casados. Eles me apunhalaram pelas costas, e eu me vi sem noiva, sem amigo, sem dinheiro, e meu pai morrendo. Foi então que Sofia Almeida, minha amiga de infância, se aproximou, abraçou-me e disse que faria o transplante do meu pai e me daria um rim artificial de graça. A cirurgia foi um sucesso, mas recebi a notícia de que meu pai não resistiu. "A rejeição súbita foi... induzida. O velho já estava no fim da vida de qualquer jeito. O importante era que o Pedro tivesse o melhor." A voz que ouvi não era de Sofia, a mulher que se tornou minha esposa e cuidou de mim por seis anos, mas de um monstro. Eu não era um marido; eu era um banco de órgãos. Naquele instante, o choque deu lugar a um ódio puro, gelado e absoluto, selando meu novo propósito: vingança.
Custódia e Consequências: A Mãe Que Não Desiste

Custódia e Consequências: A Mãe Que Não Desiste

Romance
5.0
O meu divórcio estava finalmente concluído, no dia em que a minha filha Sofia fazia cinco anos. Apesar da dor, esperava que este marco trouxesse alguma paz. Liguei ao Pedro, o meu ex-marido, apenas para confirmar se ele viria à festa da nossa filha. Ele atendeu rapidamente, mas a voz dele estava distante e apressada. Pelo fundo, ouvi a voz adocicada da Helena, a sua colega de trabalho, a lembrá-lo de que "o avião não espera". Ele desligou, sem hesitar, para ir com ela para Paris. No dia seguinte, fui à reunião de pais da Sofia sozinha, pois Pedro alegou uma "reunião de conselho inadiável". A professora revelou que a Sofia tinha desenhado a nossa família, e só lá estávamos nós as duas. "O papá está sempre a trabalhar", disse ela à professora. Isso partiu-me o coração. A raiva ferveu quando, horas depois, uma notificação nas redes sociais mostrou fotos de Pedro e Helena a brindar com champanhe em Paris. A legenda celebrava "o maior negócio de sempre" no exato momento da "reunião de conselho" dele. "Mentiste! Preferiste celebrar com a tua amante a assumir as tuas responsabilidades como pai!", gritei-lhe ao telefone. Ele chamou-me histérica e ciumenta. A minha ex-sogra ainda veio à minha porta, ameaçando-me, dizendo que eu estava a destruir o filho dela. Como podia ele ser tão cego, tão cruel? Eles achavam que eu era apenas uma ex-mulher irritante. Mas já não havia lágrimas. Havia apenas uma fúria fria. Eu não seria mais a vítima. Decidi que, desta vez, ele pagaria por cada mentira, cada ausência, cada deceção. Eu ia lutar pela minha filha, e ele ia ver do que uma mãe determinada era capaz. A batalha tinha acabado de começar.