Jun Wen
5 Livros Publicados
Livros e Histórias de Jun Wen
Entre a Dor e a Verdade
Moderno No salão principal, em meio ao cheiro denso de lírios, meu pai, o maior jogador do Brasil, jazia em seu caixão de mogno, uma estátua de cera do que foi.
Bem no meio do nosso luto, uma porta se abriu com um estrondo, e uma mulher em um vestido vermelho, excentricamente grávida, irrompeu na mansão.
Ela parou ao lado do caixão e, para o horror de todos, anunciou aos berros para o mundo: "Eu sou Sofia, e estou carregando o filho dele!"
A humilhação pública era inominável; minha mãe desabou em descrença, enquanto eu sentia um terror gelado: meu pai era estéril, eu sabia porque era adotada!
Com uma lâmina e um grito teatral, Sofia forçou o ultimato: "Reconheçam-me ou a verdade sobre a 'esterilidade' de seu pai será revelada no enterro, destruindo-o para sempre!"
No cemitério, em um ato inominável de profanação, ela se jogou no túmulo aberto, rasgando as vestes de meu pai para expor uma cicatriz, gritando: "Essa é a prova de que sua mãe o atacou por ciúmes, é por isso que ele a odiava!"
A mentira era tão cruel, tão grotesca, que o estuque se formava em minha garganta.
No auge do meu desespero, cansada de ser humilhada, enfiei à boca e declarei à multidão e às câmeras: "Essa cicatriz é de uma vasectomia de quando ele tinha 19 anos, meu pai nunca pôde ter filhos, eu sou adotada!"
A farsa de Sofia desmoronou, mas o Dr. Ricardo, rival de meu pai, transformou a revelação em um escândalo financeiro chamando meu pai de fraudulento, querendo usurpar nossa fortuna.
Quando a situação parecia um novo desastre, o "Padrinho", o respeitado e temido chefe da máfia e padrinho de meu pai, surgiu.
Com uma calma assustadora, ele revelou fotos e áudios que provavam que o Dr. Ricardo havia orquestrado tudo, usando um sósia de meu pai para enganar Sofia e roubar seus pertences, tudo para destruir a família.
Ali, em meio ao caos, a verdade se tornou minha única arma, encerrando a guerra em nome do meu pai e nos tornando os sobreviventes de uma batalha pela honra. A Virada Do Destino Na Festa
Bilionários Como uma bomba, a notícia explodiu na festa mais luxuosa da cidade.
Eu estava lá, Sofia Mendes, a estilista do momento, a "filha da sorte" que saiu do orfanato para o topo, exibindo meu vestido de alta-costura e uma barriga de cinco meses de gravidez.
Então, a tela gigante mudou para um noticiário urgente: "Escândalo de troca na maternidade abala a alta sociedade! Sofia Mendes não é a verdadeira herdeira da família Costa. A verdadeira filha, Isabella Costa, viveu uma vida de dificuldades."
O silêncio foi cortado por sussurros, e os olhares se voltaram para mim, não mais de admiração, mas de pena, desprezo.
Meu sorriso congelou. Minha identidade, minha história, tudo foi arrancado de mim em um instante.
Senti o chão sumir, a mão instintivamente protegendo meu filho do desastre que caía sobre nós.
Procurei meu marido, Ricardo Silva, meu porto seguro.
Ele não estava ao meu lado.
Eu o encontrei em um canto escuro, perto da saída de serviço, de costas para mim, falando ao telefone. Sua voz, geralmente tão calma e amorosa, estava diferente, fria e cortante.
"O leilão está pronto, Isabella. Não se preocupe."
Uma pausa.
"Sim, o prêmio principal é a vida dela. Cada detalhe. A humilhação pública, a falência, a destruição de tudo o que ela construiu."
Outra pausa, e a frase seguinte fez meu sangue gelar.
"O bebê? Claro que está incluído. Isso torna tudo mais... valioso."
Isabella. A verdadeira herdeira. Sua amiga de infância.
Leilão. Prêmio. Valioso.
As palavras giravam na minha cabeça, sem fazer sentido, mas ao mesmo tempo formando a mais terrível das verdades.
Ricardo, o homem que me apoiou quando a primeira suspeita da troca de bebês surgiu, o homem que prometeu me amar não importava o meu sangue, estava vendendo a minha vida. E a vida do nosso filho.
Ele desligou o telefone e se virou. Quando me viu, seu rosto mudou instantaneamente. A frieza desapareceu, substituída pela máscara de preocupação.
"Sofia, meu amor! Eu estava te procurando! Você está bem?"
Ele veio até mim, tentando me abraçar. Eu recuei, meu corpo todo tremendo.
"Não toque em mim."
Sua expressão vacilou por um segundo.
"Querida, eu sei que é um choque. Mas nós vamos passar por isso juntos. Eu estou aqui."
Ele me ofereceu um copo de água, a mesma mão que segurava o telefone enquanto negociava minha ruína. O gesto era tão falso, tão calculado, que senti vontade de vomitar.
O caminho para casa foi um silêncio pesado, quebrado apenas pelo som do motor do carro de luxo. Eu olhava para o perfil de Ricardo, o pai do meu filho, e via um completo estranho. Um monstro.
Eu precisava ter certeza. Precisava ouvir da boca dele.
"Ricardo", minha voz saiu fraca, rouca.
"Sim, meu amor?"
"O que vai ser de nós agora? Eu... eu não sou mais ninguém."
Ele esticou a mão e pousou sobre a minha, mas seu toque era como gelo.
"Não diga isso. Você é Sofia Mendes, minha esposa. Para mim, nada mudou. Eu te amo pelo que você é, não pelo sobrenome que você carregava."
As palavras eram perfeitas, ensaiadas. Exatamente o que uma mulher em pânico gostaria de ouvir.
"E a Isabella?", perguntei, o nome dela arranhando minha garganta.
Ele hesitou. Foi só por um segundo, mas eu vi.
"Ela... ela sofreu muito, Sofia. É justo que ela tenha o que é dela por direito. Vou ajudá-la a se restabelecer."
"Ajudá-la... com o quê?", insisti.
"Com tudo o que ela precisar. Ela é a vítima aqui, não podemos esquecer disso."
A vítima. E eu era o quê? A usurpadora? A impostora que merecia ser leiloada no mercado negro?
Ah, que tola fui! Não era amor, era a construção cuidadosa de uma obsessão doentia.
Ele atendeu, e sua voz se encheu de uma ternura que ele nunca usou comigo.
"Bella? Onde você está? Calma, não chore. Eu estou indo aí agora. Fique onde está."
Ele desligou e pegou as chaves do carro novamente.
"Ricardo, você vai me deixar aqui? Sozinha? Agora?", eu perguntei, a incredulidade me sufocando.
Ele me olhou, e pela primeira vez, não havia máscara. Havia apenas frieza e impaciência.
"Isabella precisa de mim. Você vai ficar bem. Descanse."
Ele se virou e saiu, batendo a porta atrás de si. Nem um olhar para trás.
Ele foi consolar a "vítima", deixando a "impostora" grávida para trás, sozinha na casa vazia, com a verdade esmagadora de sua traição.
Sozinha na imensidão da sala, o silêncio era um zumbido nos meus ouvidos.
Meu celular vibrou. Uma mensagem de um número desconhecido.
A imagem me atingiu como um soco: Ricardo e Isabella em um abraço íntimo, um carinho que ele nunca me deu.
Abaixo, a legenda: "O lugar que nunca foi seu."
A bile subiu pela minha garganta. O ar me faltou.
A dor aguda e lancinante atravessou meu ventre.
Gritei.
Caí de joelhos, as mãos sobre a barriga.
"Não... por favor, não..."
O mundo girou, as luzes se transformaram em borrões e a escuridão me engoliu.
Acordei com o cheiro de antisséptico e o som baixo de um monitor cardíaco.
Estava em um quarto de hospital.
Ouvi a voz de Ricardo no corredor, ao telefone. A mesma voz fria e calculista.
"O incidente desta noite não muda nada. Apenas aumenta o interesse. Sim, ela desmaiou. Estresse. O médico disse que a gravidez é de risco agora."
Uma pausa. Ele riu, um som baixo e sem humor.
"Claro que o preço sobe. Uma mulher grávida e frágil? Isso adiciona um tempero dramático que seus compradores vão adorar. O pacote 'mãe e filho' está mais atraente do que nunca."
Meu coração parou. Ele não estava apenas me vendendo. Ele estava usando a fragilidade do meu filho, do nosso filho, para aumentar o preço do meu sofrimento.
Ele entrou. A máscara de preocupação estava de volta.
"Meu amor, você acordou! Que susto você me deu. O médico disse que você e o bebê precisam de repouso absoluto."
Ele se aproximou da cama e tentou tocar meu rosto. Eu virei a cabeça.
"Fique longe de mim", sibilei.
Ele suspirou, um som teatral.
"Sofia, você está confusa, abalada. É normal. Mas eu estou cuidando de tudo."
Nesse momento, um médico e uma enfermeira entraram.
"Senhora Mendes, que bom que acordou. Tivemos que trazê-la às pressas. Foi um pico de estresse muito perigoso", disse o médico.
"Eu quero ir embora", falei. "Eu quero ir para outro hospital."
Ricardo interveio, sua mão no ombro do médico.
"Doutor, minha esposa está claramente traumatizada. Ela não está pensando com clareza. Eu sou o responsável por ela. Acho que um calmante seria o melhor, para ela poder descansar de verdade."
"Não! Eu não quero calmante nenhum!", protestei.
A enfermeira já se aproximava com uma seringa.
"É só para ajudá-la a relaxar, senhora", ela disse com uma voz suave.
"Eu não preciso relaxar! Eu preciso sair daqui! Ele é perigoso!", gritei.
Mas o olhar do médico era profissional e distante. Para ele, eu era apenas uma paciente histérica.
A enfermeira segurou meu braço. Eu tentei puxar, mas estava fraca demais. A agulha perfurou minha pele.
O líquido gelado entrou na minha veia, e o quarto começou a girar novamente.
Minha última visão, antes de a escuridão me levar, foi o rosto de Ricardo. O sorriso dele não era de alívio. Era de triunfo.
"Eu vou sair daqui, Ricardo", consegui sussurrar. "E você... você vai pagar por isso."
Ele se inclinou sobre mim, seu hálito quente no meu rosto.
"Você não vai a lugar nenhum, Sofia", ele disse. "Você é minha. E agora, você vai descansar."
Ele se endireitou e caminhou até a porta.
O som da porta batendo ecoou na minha mente enquanto eu afundava na inconsciência forçada. Eu era uma prisioneira.
Eu só tinha uma pessoa.
Professora Ana Lúcia. Minha mentora. A única figura materna que eu tive. Ela era forte, influente e, o mais importante, ela nunca gostou de Ricardo.
Eu precisava de um telefone.
Passei o dia fingindo estar calma, dócil, resignada.
"Eu me sinto um pouco melhor", menti para ela à tarde. "Eu poderia... poderia usar o telefone por um minuto? Só para ligar para o orfanato, para avisar a diretora que estou bem. Ela se preocupa comigo."
A enfermeira hesitou, mas meu olhar suplicante e minha barriga de grávida a convenceram.
"Só um minuto, e não diga que eu deixei", ela sussurrou, me entregando o telefone sem fio do posto de enfermagem.
Minhas mãos tremiam enquanto eu discava o número que sabia de cor.
"Alô?" A voz de Ana Lúcia era inconfundível.
"Professora, sou eu", sussurrei. "Sofia."
"Sofia! Querida, eu vi as notícias. Onde você está? Eu tentei te ligar..."
"Não tenho tempo", interrompi. "Ele me prendeu. Ricardo. Estou no Hospital Santa Mônica, quarto 302. Ele está me drogando. Ele... ele fez uma coisa horrível."
Houve um silêncio. A voz de Ana Lúcia voltou, firme como aço.
"Sofia, ouça com atenção. Não reaja. Não discuta com ele. Apenas finja. Eu vou te tirar daí. Você confia em mim?"
"Sim", respondi, as lágrimas finalmente escorrendo.
"Bom. Eu tenho contatos. Vou resolver isso. Apenas aguente firme. Estou a caminho."
Devolvi o telefone à enfermeira com um agradecimento silencioso. Pela primeira vez, uma pequena chama de esperança se acendeu em mim.
Naquela noite, eu não consegui dormir.
E foi então que eles vieram.
Duas silhuetas masculinas, grandes e ameaçadoras, entraram no quarto.
Uma mão áspera cobriu minha boca. Outra pressionou um pano sobre meus olhos.
Senti meu corpo ser levantado com força. Eu me debati, mas era inútil. Meus braços foram presos.
Uma picada aguda. Outra agulha.
O mundo começou a se dissolver.
Acordei com um cheiro de mofo e umidade. Minha cabeça doía.
Eu estava sentada em uma cadeira de madeira dura, minhas mãos e pés amarrados. O pano ainda estava sobre meus olhos.
"Olha só quem acordou. A princesinha."
A voz era oleosa, cheia de um prazer cruel.
Alguém arrancou o pano dos meus olhos. A luz fraca me cegou.
Quando meus olhos se ajustaram, vi um homem parado na minha frente. Ele era gordo, com o cabelo ralo e um sorriso de dentes amarelados.
"Bem-vinda, Sra. Mendes. Ou devo dizer, a impostora?", ele zombou. "Parabéns. Seu marido é um homem de palavra. Eu dei o maior lance no leilão dele. E mal posso esperar para começar a 'arruinar' sua vida."
Meu estômago se revirou. Então era isso. O leilão tinha acontecido. Eu era o prêmio.
"Quem é você?", perguntei, a voz trêmula.
"Ah, você não se lembra de mim? Marco. Marco Abreu. Meu ateliê de design faliu há cinco anos. Uma pequena empresa que seu querido marido fez questão de esmagar para abrir caminho para a sua marca. Agora, é a minha vez de me divertir."
Ele se aproximou, seu hálito azedo me atingindo.
O pânico tomou conta de mim. Eu olhava para os cantos escuros, procurando desesperadamente por uma saída.
E então, eu vi.
No canto superior da parede, quase escondida, uma pequena luz vermelha piscava.
Uma câmera.
Meu coração congelou.
Ricardo não tinha apenas me vendido. Ele não tinha apenas me entregado a um inimigo para ser torturada.
Ele estava assistindo.
Ele estava em algum lugar seguro e confortável, talvez com Isabella, assistindo a tudo em tempo real, como um filme doentio. A humilhação, o medo, a dor... tudo era parte do espetáculo que ele havia orquestrado.
Aquele pequeno ponto vermelho era mais aterrorizante do que o homem à minha frente. Era a prova final da profundidade de sua depravação.
O terror se transformou em fúria.
A imagem de Ricardo assistindo me acendeu. Eu não ia ser um espetáculo para ele. Eu não ia dar a ele essa satisfação.
"Me solta!", gritei. A corda cortava, mas eu não sentia a dor.
Marco Abreu riu.
"Gritando? Ótimo. Isso torna tudo mais emocionante. Seu marido disse que você tinha fibra. Vamos ver quanto tempo dura."
Ele pegou uma cadeira e se sentou na minha frente. Ele começou a descrever, com detalhes gráficos, o que pretendia fazer comigo.
Mas eu não estava mais ouvindo ele. Eu estava olhando para a câmera. Eu estava falando com Ricardo.
Você não vai vencer, pensei. Eu não vou deixar.
Eu precisava acabar com aquilo. Precisava parar o "show".
E só havia uma maneira.
Se o prêmio era eu, e o "pacote mãe e filho" era o que o tornava mais valioso, então eu tinha que estragar a mercadoria.
Meu olhar varreu o chão sujo. Cacos de vidro, pedaços de madeira, lixo. Nada que eu pudesse alcançar.
Minha mente correu. A cadeira. Era de madeira, velha.
Com um esforço violento, joguei meu peso para o lado. A cadeira balançou. Marco se levantou.
"O que você está fazendo, sua louca?"
Eu ignorei-o. Joguei meu corpo para o outro lado, e de novo, com mais força. Com um estalo, uma das pernas da cadeira se quebrou.
Eu caí no chão com um baque surdo, a cadeira quebrada ainda amarrada às minhas costas. A dor explodiu na minha anca e no meu ombro, mas eu a ignorei.
A queda deixou um pedaço pontiagudo de madeira da perna quebrada ao alcance da minha mão amarrada.
"Sua vadia!", Marco gritou.
Não havia tempo.
Com as mãos presas, agarrei a lasca de madeira. Era afiada.
Fechei os olhos por um instante. Pensei no meu bebê.
"Me perdoe", sussurrei.
E com um grito que rasgou minha garganta, eu cravei a ponta afiada na minha própria coxa.
A dor foi branca, ofuscante, absoluta. Um calor líquido começou a escorrer.
Marco parou, chocado.
"Você... você é louca! O que você fez?"
Eu olhei para ele, o suor escorrendo, a dor pulsando.
"O show acabou", ofeguei. "O prêmio está danificado. Seu acordo com Ricardo... acabou."
Ele olhou para o sangue, depois para a câmera, o pânico tomando conta de seu rosto.
"Droga! Droga! Ele vai me matar! O dinheiro... eu perdi o dinheiro!"
Ele começou a chutar os móveis, praguejando.
Minha consciência começou a se esvair. O chão parecia ondular.
Mas antes de a escuridão me tomar, eu ouvi vozes.
Vozes de um alto-falante conectado à câmera. A voz de Ricardo.
"Isso não fazia parte do plano, Marco! Você era só para assustá-la!"
E então, a voz de Isabella, estridente e irritada.
"Ela estragou tudo! Ricardo, ela sempre estraga tudo! E agora? E os meus pais? Você prometeu que ia me ajudar a tirá-los daquela clínica depois que essa vadia fosse destruída!"
Clínica? Meus pais?
Meus pais biológicos. Eu mal os conhecia. A notícia dizia que o choque tinha sido demais para eles, que foram internados em uma clínica psiquiátrica.
Agora a verdade me atingia.
Não foi o choque. Foi Isabella. E Ricardo. Eles os internaram para que não pudessem falar. Para que Isabella pudesse ser a única herdeira.
A briga deles continuou, saindo pelo alto-falante.
"Calma, Bella, eu vou resolver isso", dizia Ricardo.
"Resolver? Você não resolve nada! Você é fraco! Você a deixou fazer isso! Ela tem que pagar, Ricardo! E os pais dela também! Eles têm que apodrecer naquele lugar!"
A voz dela era puro veneno.
Lembrei-me da primeira vez que vi Isabella, algumas semanas antes, quando os rumores da troca começaram. Ricardo a trouxe para nossa casa.
Ela parecia tão frágil, tão quebrada. Falava em sussurros. Chorou e disse que não queria estragar minha vida.
Eu senti pena dela.
Que atriz. Que manipuladora brilhante.
E Ricardo, o diretor de todo o espetáculo.
A última coisa que senti antes de desmaiar foi o gosto amargo do sangue e da traição na minha boca. A dor na minha perna não era nada comparada à dor de saber que a trama era muito mais profunda e cruel. O Segredo Enterrado
Moderno O telefone tocou às dez da noite, anunciando a morte do meu marido, João, em um "heroico" acidente tentando salvar sua amante, Isabela.
Eu, Maria, a viúva "em luto", processei a informação não com tristeza, mas com uma frieza calculista, decidindo pela cremação imediata e sem cerimônias.
No dia seguinte, enquanto resolvia a papelada da herança, descobri que João planejava me deixar sem nada, com papéis de divórcio prontos e milhões transferidos para Isabela. Eles não sabiam que eu tinha o trunfo da lei.
A mídia o celebrava como herói, mas eu sabia a verdade: ele era um criminoso desprezível, e sua riqueza, agora, era minha. A indignação me consumia.
Ninguém parecia desconfiar que o casamento e a espera de uma década eram parte de um plano minucioso de vingança. A morte de João não era o fim, mas o acerto de contas que eu secretamente orquestrava. O Nosso Último Aniversário
Moderno No nosso décimo aniversário de casamento, preparei o jantar preferido do meu marido, Pedro. Bife mal passado, exatamente como ele gostava. Mas ele não apareceu.
O telefone tocou incessantemente. Quando ele finalmente atendeu, não foi a voz dele que ouvi. "Olá? Quem fala?", uma voz sonolenta e familiar perguntou. Era Sofia, a sua assistente. E então, ela chamou-o de "querido".
Ele esqueceu-se. Não só do nosso aniversário, mas de mim. Ligou-me na cara, chamando-me de dramática, enquanto a sua amante estava no mesmo quarto, talvez na mesma cama. No dia seguinte, na empresa, vi a cena com os meus próprios olhos: o olhar dele para ela, o pânico quando nos viu, e a forma como a Sofia, com um sorriso cínico, insistiu que almoçassem todos juntos.
Ouvir a Sofia em sussurro, perguntar: "Ela sabe?", e a resposta dele, ainda mais baixa, "Acho que sim," partiu-me o coração. Mas foi a pior parte. Chegou a casa e admitiu tudo, pedindo mais uma chance, dizendo que me amava. Mas quando pedi o divórcio, ele, o homem que jurei amar, recusou-se a assinar os papéis.
Ele estava a contestar a divisão dos bens, a alegar que eu não merecia quase nada. Ele, que disse amar-me, queria ver-me sem um tostão, inclusive ameaçando a herança do meu pai. O vazio deu lugar à raiva fria. Ele quer uma luta? Ele vai ter uma. Tarde Demais, Sr. Manipulador
Bilionários Passei doze anos da minha vida a amar Ricardo, o meu namorado de infância.
Sacrifiquei uma promissora carreira como pintora, abdicando de uma bolsa de estudos em Florença.
Tudo isso para ser a sua assistente pessoal, mal paga e subvalorizada.
Ele, entretanto, prosperava em Lisboa, tornando-se um empresário de sucesso.
Havia uma velha piada entre nós: se eu ainda estivesse solteira aos trinta anos, ele casaria comigo.
Essa promessa, para mim, era a minha única esperança, o meu porto seguro.
Contudo, um dia, uma manchete de revista revelou seu noivado iminente.
Mas essa "promessa" não era para mim, nem a para a pessoa que todos esperavam.
Uma gravação secreta destapou a verdade cruel.
Ouvi Ricardo, o homem que eu amava, a rir e a chamar-me "criada gratuita".
Ele planeava usar a minha devoção cega, a minha "burrice apaixonada", até ao último dia.
O casamento era com Isabella, a rececionista, a quem ele chamava a sua "rainha".
No dia do meu trigésimo aniversário, o dia em que todos esperavam o meu noivado "finalmente", fui confrontar Ricardo na Conservatória.
Ali, ele e os seus amigos, com sorrisos de escárnio, humilharam-me publicamente.
Chamaram-me "noiva desesperada", "perseguidora louca", e gozaram da minha dignidade.
Isabella, a sua verdadeira noiva, avançou e deu-me uma bofetada forte e visível na cara.
Ricardo, o meu amor de doze anos, confirmou-me com frieza que nunca me amou.
Disse que eu era apenas um fardo e que a ideia de se casar comigo era "ridícula".
Doze anos de sacrifício, de sonhos adiados, de amor incondicional, varridos como lixo.
A dor era avassaladora, mas a fúria em meu peito era ainda maior.
Como pude ser tão cega?
Como um homem podia ser tão cruel e manipulador?
Senti o meu mundo a desabar, mas, paradoxalmente, foi nesse abismo que encontrei uma força inesperada.
"Eu já tenho alguém," declarei, com uma voz que mal reconhecia, forte e cheia de recusa.
"Quem? Um fantasma?" troçaram eles, mas o meu sorriso amargo selava o seu destino.
Naquele exato instante, um carro clássico elegante parou em frente à Conservatória.
A porta abriu-se, e dele saiu Tiago, o meu verdadeiro noivo, impecavelmente vestido e poderoso.
O olhar chocado de Ricardo e dos seus amigos valeu todos os anos de sofrimento.
A minha nova vida, livre e repleta de respeito, estava prestes a começar, diante dos seus olhos incrédulos. Você pode gostar
O Retorno Genial da Esposa Rejeitada
Zhi Ning Voei de Boston até Nova York no meu aniversário, esperando passar a noite com meu marido, um astro da NHL, e nossa filha de cinco anos.
Mas, ao abrir a porta, encontrei minha meia-irmã no chão da sala, rindo com eles como se fossem a família perfeita, e eu, a intrusa.
Minha filha recusou meu abraço, se escondeu atrás da minha meia-irmã e murmurou:
"Não quero você, mamãe é chata."
Meu marido mal olhou para mim, cancelou nosso jantar de aniversário alegando uma reunião urgente e saiu de casa levando nossa filha.
Horas depois, sentada sozinha no escuro, recebi um link de um site de fofocas.
A foto mostrava meu marido, minha filha e minha meia-irmã num restaurante luxuoso, desfrutando de um aconchegante jantar.
Ele cortava o bife da nossa filha com um sorriso gentil que nunca me direcionava, enquanto minha meia-irmã os olhava com intimidade.
Ele não havia esquecido que era meu aniversário; ele simplesmente preferiu passar a noite com ela.
Durante cinco anos, abandonei minha carreira brilhante em tecnologia para ser a esposa perfeita, apenas para ser descartada e humilhada por aqueles que eu mais amava.
Todo o meu sacrifício não passava de uma piada cruel, uma vida inteira dedicada a pessoas que não se importavam comigo.
Sem derramar uma única lágrima, fui até o escritório, tirei nosso acordo de divórcio da gaveta e assinei meu nome.
Deixei para trás a aliança, o armário de grife e comprei uma passagem só de ida.
A partir de hoje, eu não era mais a submissa senhora Carlisle, e sim Corinne Sargent, pronta para recuperar o meu império. Um acordo secreto com meu chefe bilionário
Gregory Ellington Madison Harper conhecia muito bem o caos que Alexander Knight deixava por onde passava.
Como assistente pessoal do CEO bilionário, ela já havia resolvido inúmeros escândalos, acalmado ex-namoradas e impedido que a vida privada desorganizada dele chegasse à sala de reuniões.
Porém, uma noite fatídica a levou para a cama de Alexander, e a dinâmica entre eles mudou drasticamente desde então: o que começou como um momento incontrolável se transformou em algo que nenhum dos dois conseguiu resistir.
Madison precisava de ajuda financeira para as crescentes despesas médicas da sua mãe, e Alexander ofereceu os recursos, com a condição de que ela se tornasse sua namorada por um ano.
Sem compromisso, sem sentimentos, apenas negócios.
À medida que os limites entre suas vidas profissionais e privadas se confundiam, a determinação de Madison começou a vacilar. Por trás do charme imprudente de Alexander, havia um magnetismo que a atraía mais do que ela jamais imaginou.
Quando ela começou a acreditar que poderia ser mais do que um "acordo", Katherine, o fantasma do primeiro amor perdido de Alexander, reapareceu, ameaçando destruir tudo o que eles haviam construído.
Será que Madison conseguiria proteger seu coração enquanto navegava nesse jogo de alto risco de desejo e engano? Ou esse relacionamento com seu chefe notoriamente imprudente lhe custaria mais do que ela estava disposta a perder? Rejeitada pelo meu ex, desejada pelo pai dele
Glitch Petal Após seis anos juntos, Joslyn foi abandonada antes do casamento, porque seu namorado preferiu o primeiro amor a ela.
Mas então, uma proposta inesperada surgiu, vinda de Connor, o pai adotivo do seu namorado. "Case-se comigo. Você terá tudo o que quiser e poderá se vingar dele."
Uma generosa mesada, recursos abundantes à sua disposição, um marido que praticamente nunca estava em casa, o puro prazer de esfregar seu novo status na cara do seu ex... Tantas vantagens!
Enquanto o ex implorava publicamente por outra chance, Connor a puxou para seus braços e olhou para seu filho. "Diga isso de novo e você estará fora da família para sempre."
Após o casamento, o homem distante que ela esperava se tornou possessivo.
A promessa de que cada um viveria sua própria vida? Uma completa mentira!
Noite após noite, ele voltava para casa, completamente obcecado por ela.
Por fim, Joslyn descobriu a verdade: Connor passou seis anos planejando tê-la para si! A mulher traída é uma lenda mundial
Beck Trelawney Cheryl se casou com o homem que amava secretamente há sete anos e abriu mão da sua carreira para se tornar a esposa perfeita.
Ela acreditava ter tudo, até que seu marido, pais e irmão organizaram um casamento luxuoso para sua irmã moribunda e consideraram sua dor como egoísmo.
Com o coração partido, Cheryl deixou os papéis do divórcio e foi embora em silêncio.
Foi só então que o mundo descobriu que a ex-esposa comum que desprezavam era, na verdade, uma lenda mundial - investidora lendária, perfumista renomada, violinista célebre, autora de best-sellers...
Diante da revelação, sua família implorou humildemente pelo seu perdão. O homem, que antes era frio, segurou a manga da blusa dela e pediu: "Cheryl, por favor... vamos nos casar novamente."
No entanto, ela se recusou a olhar para trás. "Saia. Homens só me atrapalham." Tarde demais para me reconquistar!
IReader Desde que Ryan a acolheu, Nicole tentou ser sensata e obediente, adaptando-se ao humor dele.
Embora Ryan a tivesse criado, ela nunca o viu como família, convencida de que acabariam se casando.
No dia em que ela fez vinte anos, pronta para confessar seus sentimentos novamente, a mulher que ele amava voltou.
"Nicole é apenas uma criança para mim. A única pessoa que amo é Olivia."
Ao ouvir isso, Nicole decidiu abrir mão e ir embora.
Mais tarde, no casamento dela, Ryan implorou: "Eu me arrependo, Nicole. Por favor, não se case com ele!"
Nicole manteve a calma. "Pode me soltar? Meu noivo não vai gostar disso." De melhor amiga a noiva
PAGE HUNTER Sua irmã estava se casando com seu ex, então ela levou seu melhor amigo para se passar por seu noivo.
O que poderia dar errado?
......
Savannah Hart achava que havia superado Dean Archer, até que sua irmã, Chloe, anunciou que iria se casar com ele.
O mesmo homem que Savannah nunca deixou de amar. O homem que a deixou com o coração partido... e que agora pertencia à sua irmã.
Um casamento de uma semana, uma mansão cheia de convidados e uma madrinha bastante amargurada.
Para sobreviver a tudo isso, Savannah levou um acompanhante: seu charmoso e elegante melhor amigo, Roman Blackwood, o único homem que sempre a apoiou.
Ele lhe devia um favor, e fingir ser seu noivo? Fácil.
Até que os beijos falsos começaram a parecer reais.
Agora, Savannah estava dividida entre manter a farsa... ou arriscar tudo pelo homem por quem ela nunca deveria ter se apaixonado. A escolha do destino
Lila Rivers Sophie assumiu o lugar de sua irmã e se casou com um homem conhecido por sua aparência desfigurada e passado vergonhoso.
No dia do casamento, a família de seu noivo até rompeu relações com ele, tornado-o motivo de chacota de toda a cidade.
Enquanto todos esperavam para ver a ruína dos dois, a carreira de Sophie prosperou, e o amor deles só se aprofundou.
Mais tarde, durante um evento de grande destaque, o CEO de um conglomerado tirou a máscara, e todos descobriram que ele era o marido de Sophie!
***
Adrian não tinha interesse em seu casamento arranjado e se escondia atrás de um disfarce na esperança de que sua esposa desistisse dele.
Porém, quando ela tentou se afastar, ele entrou em pânico e pediu: "Por favor, Sophie, não vá. Um beijo, e eu farei qualquer coisa por você."