Login to Lera
icon 0
icon Loja
rightIcon
icon Histórico
rightIcon
icon Sair
rightIcon
icon Baixar App
rightIcon
closeIcon

Reclame seu bônus no App

Abrir

Little Red Cap

3 Livros Publicados

Livros e Histórias de Little Red Cap

Entre Dor e Triunfo

Entre Dor e Triunfo

Romance
5.0
"O destino" , dizem, "é a soma de todas as nossas escolhas." Mas, para mim, parecia uma piada sádica. Eu estava curvada de dor, implorando ajuda ao meu marido Lucas, que estava a quilômetros de distância. Eu sussurrei o nome dele, mas sua voz ao telefone era de pura irritação, abafada pelas risadas e música de fundo. "Sofia? O que foi agora? Estou no meio de algo muito importante", ele disse, antes de eu sequer terminar de pedir por socorro. A "outra" , Isabella, a quem ele chamava de "melhor amiga" , riu ao fundo. Ele desligou, me deixando sozinha e sangrando, enquanto eu me agarrava à última esperança de que era apenas uma cólica forte. Mas essa "cólica" levou embora o nosso bebê. O filho que ele nem sabia que existia. No hospital, enquanto eu estava em pedaços, ele chegou com cheiro de álcool e do perfume de Isabella, e me entregou a pá de cal. "Divórcio? Você não consegue viver sem mim, Sofia. Você precisa de mim. Você tem quase trinta anos. Quem vai te querer agora? Uma artista fracassada, amarga e cheia de rugas." E como se não bastasse a humilhação, ele levou Isabella para casa, para a nossa casa, logo depois da minha alta. Lá, ela estava, usando uma camiseta dele, com um sorriso vitorioso. Ele me disse que o apartamento dela havia tido um vazamento. Mas o pacote de preservativos no lixo do banheiro me contaram a verdade. Eu vomitei, e a reação dele foi aterrorizante. "Peça desculpas a ela, Sofia", ele exigiu, e ao me recusar, ele me agarrou, me arrastou e me trancou em um depósito escuro. Ainda se ouvia a risada dela, junto do som que quebrou meu coração. Eu estava casada com um monstro, e ele tinha uma cúmplice. Enquanto eu estava lá, trancada, com a dor do aborto rasgando minha alma, eles estavam no nosso quarto, na nossa cama. Mas esse não foi o fim da minha história. Foi o começo. Eu tinha perdido tudo, mas ganhei algo em troca: a clareza e a determinação de me reerguer, não para sobreviver, mas para prevalecer. E eles iriam pagar por cada lágrima.
Amor e Ódio na Tempestade

Amor e Ódio na Tempestade

Fantasia
5.0
A morte tinha o gosto de fumaça e o cheiro de carne queimada. A última coisa que vi foi o sorriso satisfeito de Ana, minha filha adotiva, do outro lado da porta trancada do porão, enquanto minhas chamas consumiam tudo. Fui eu quem começou o incêndio, meu ato final de vingança. Levar todos comigo: Ana, seus pais biológicos gananciosos, e eu, na casa que um dia foi um lar. Morrendo juntos. Mas então, eu renasci. Acordei no dia em que a nevasca apocalíptica começou, o mesmo dia em que tudo deu errado na minha vida anterior. A memória da minha vida passada é uma ferida aberta, cada detalhe terrível. Lembro-me de Ana entrando no meu quarto, com os olhos cheios de uma falsa preocupação, implorando para trazer seus pais biológicos, os Silva, para nossa casa. Eu, a tola Maria, acreditei. Essa foi a pior decisão da minha vida. Eles chegaram, e a princípio, parecia uma grande família feliz. Mas, quando a comida que eu havia estocado começou a diminuir, a verdadeira natureza dos Silva apareceu. Eles comiam como se não houvesse amanhã, escondiam comida e reclamavam de tudo. João, meu gentil marido, tentava apaziguar a situação, mas não via a maldade neles. Quando a última lata de sopa acabou, o inferno começou. O Sr. Silva, com olhos injetados, agarrou-me pelos cabelos, chamando-me de "mulher inútil". Minha pequena Sofia, de cinco anos, chorava. A Sra. Silva a agarrou. "Cale a boca, sua pirralha! Você comeu mais do que todos nós!" E então, o impensável aconteceu. Ela jogou minha filha pela janela, na neve profunda. Um grito rasgou minha garganta. João correu para a janela, mas o Sr. Silva o segurou. "Seu marido vai sair e encontrar comida para nós. Se ele não voltar em duas horas, sua vez será a próxima." Eles o forçaram a sair na tempestade, sem esperança. Ele nunca mais voltou. Fiquei sozinha, catatônica de dor, presa com aqueles monstros e com Ana, que assistiu a tudo sem dizer uma palavra. Foi Ana quem me arrastou para o porão. "Você não serve para mais nada, mãe", disse ela, com a voz fria. Ela trancou a porta. Converti minha dor em ódio, ateando fogo em tudo, com a imagem de Sofia caindo na neve e o silêncio da ausência de João em minha mente. Agora, ela está parada na minha frente, em carne e osso, com a mesma falsa preocupação, pedindo para eu trazer seus pais. "Mãe, você já viu a previsão do tempo? A temperatura vai cair muito. Estou tão preocupada com meus pais..." Um calafrio percorre minha espinha, não de frio, mas de raiva. Eu olho para ela, não vejo minha filha, mas a traidora egoísta. Um sorriso frio se forma em meus lábios. Desta vez, a tragédia não vai se repetir. "Ana", eu digo, minha voz mais dura. "Nós precisamos conversar."