back
Baixar App Lera
icon 0
icon Loja
rightIcon
icon História
rightIcon
icon Sair
rightIcon
icon Baixar App
rightIcon
LEONEL, REENCARNAÇÃO VIII

LEONEL, REENCARNAÇÃO VIII

lucystar

4.8
Comentário(s)
2K
Leituras
12
Capítulo

Não é nem legal lembrar que Leonel Marques foi vítima de um atentado em Serra Negra, no início dessa estória, o que desencadeou até a volta momentânea de Leo Torres em sua vida. O fato ficou meio adormecido e até se imaginava que os marginais que fizeram isso com ele fossem ficar impunes... Por Leonel, tudo até seria esquecido, ele se lembrou de ter feito algo parecido com Haroldo e amainou seu coração e até perdoou os dois rapazes. Mas ser perdoado não quer dizer ser inocentado. Tudo que se faz aqui, aqui se paga, de uma forma ou de outra... Vamos ver como?

Capítulo 1
DESPEDIDA

CAPÍTULO I – DESPEDIDA

Leonel tencionava voltar para Belo Horizonte no dia seguinte, bem cedo. A família inteira acordou cedo para se despedir dele.

- Você podia ficar mais um dia, disse Bruno, já no jardim, perto da moto.

- Não dá. Se você quisesse ir comigo pra Valinhos, eu ainda te levava lá, ficava com a tia Célia um pouquinho e depois ia. Mas você não quer...

- Não estou com ânimo pra uma viagem tão longa, filho. Obrigado pela preocupação.

Leonel abraçou o pai com carinho.

- Não esquece que eu te amo, viu? Não me tira daqui, nunca...

Ele colocou a mão aberta sobre o peito do pai.

- Também te amo... Boa viagem. Cuidado na estrada com essa motocicleta.

Leonel beijou sua testa e olhou para o irmão. Apertou sua mão e o abraçou também.

- Força, garoto. Vai ficar tudo bem. Vou estar sempre ligando pra cá pra saber de vocês.

Leandro não disse nada. Leonel aproximou-se de Cristina e Helena que estavam juntas perto da moto e olhou para Helena. A moça apressou-se em abraçá-lo, apertado, sem dizer nada, no início, mas depois de algum tempo, murmurou:

- Tchau... Vou sentir saudades... Não esquece que eu ainda te amo...

- Tchau, Helena.

Ele a abraçou também e beijou sua testa demoradamente.

- Se cuida, garota. Não esquece do que a gente conversou. Cuida bem do seu bebê e do meu irmão. Vocês ainda podem ser muito felizes...

- Não sei se posso...

- Tenta pelo menos. Eu sei que você consegue.

Ela se afastou dele e foi sentar-se no banco ali perto. Cruzou os braços e as pernas e ficou olhando para ele, com os olhos cheios de lágrimas.

Leonel sentiu vontade de chorar também, mas disfarçou e segurou a mão da tia.

- Eu vou com você até a saída da cidade, ela disse. – A gente se despede lá, posso?

- Claro... ele respondeu com um sorriso.

Leonel colocou o capacete e subiu na moto. Acenou para todos. Cristina subiu na garupa da moto e eles partiram.

No largo da estação, a moto parou. Cristina desceu.

- Não demora muito a voltar.

- Não... Como eu disse pro Leandro, vou estar sempre ligando pra cá pra monitorar esses dois. Você tem o telefone do clube e do hotel onde eu estou morando. Qualquer emergência, liga pra mim, como você fez da outra vez. Não me deixa sem notícias.

- Você vai ficar morando em hotel por muito tempo? Não é muito dispendioso?

- Não somos nós que pagamos é o clube, mas é uma situação meio chata mesmo. Quando eu chegar lá, vou conversar com o Floyd e a Vitória pra ver o que a gente faz.

- Você pretende... se casar com essa moça?

Leonel riu.

- Vou te contar um segredinho, tia: a Vitória não quer se casar comigo.

- Não quer?

- Não.

- Mas vocês... não estão namorando... pra valer?

- Muito pra valer, mas... casamento não está nos planos dela.

Cristina olhou para ele boquiaberta e acabou por sorrir. Ele sugeriu:

- Deve ter alguma coisa a ver com a... maldição de Leo Torres... Ele também não morreu solteiro?

Cristina riu.

- Não pode ser, Leo!

- Espero sinceramente que não, tia, mas... eu não sei mais o que pensar. Ela chegou a dizer que não sabe nem se quer ter filhos!

- Jesus! Só podia ser filha do Ted!

- O principal motivo de ela pensar assim é justamente ele mesmo, Cris. Você fez um grande estrago no coração daquele pobre homem, viu?

- Eu? Eu fui traída, deixada pra trás com dezesseis anos e a culpa ainda é minha?

Ele a abraçou sorrindo.

- Estou brincando. Eu ainda tenho esperança que a Vitória mude de ideia. Quando a gente estiver morando numa casa só nossa, ela vai se animar.

- Tenha cuidado. Vocês ainda são muito jovens. Se esse namoro já está tão sério assim, não vá arrumar filho também, como Leandro. Seu pai é capaz de ter um enfarto com menos de cinquenta anos.

- Não, pode deixar. Ela se cuida. Ela usa essas coisas que as mulheres usam pra não engravidar. Dio, pílula... Ela quer ser livre pra ser feliz sem se complicar. Você me entende?

- Bom pra ela e pra você. Ela é meio oriental. Elas sabem das coisas.

- Pois é... Eu tenho que ir, tia.

Ele abraçou Cristina com carinho.

- Tchau, meu amor.

- Tchau, Leo.

Eles ficaram olhando nos olhos um do outro.

- Eu te amo...

- Também te amo...

Trocaram um beijo muito próximo da boca. Cristina afastou-se dele; Leonel colocou o capacete e a moto em movimento. Cristina colocou a mão sobre a boca e começou a chorar, já sentindo saudades dele. Voltou para casa.

LEONEL (REENCARNAÇÃO) VIII – CAPÍTULO 1

“DESPEDIDA”

Baixar livro