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12
Capítulo

Nessa continuação da aventura de Laura e Rupert vão acontecer algumas "tempestades”! Algumas turbulências vão abalar a brisa que paira pela vida dos dois. Uma personagem nova, Sara, vai chegar e ela com certeza vai interferir na vida do pobre mecânico Rupert, estudante da faculdade de Tradutor e Intérprete (T.I.). Não vou falar mais... leiam...

Capítulo 1
NOIVADO

NOIVADO – Capítulo 1

No dia seguinte, Rupert não assistiu às duas últimas aulas. Foi para a biblioteca e ficou lá sozinho, tentando colocar as ideias no lugar. Laura apareceu ali e sentou-se diante dele. Rupert olhou para ela sério, mas não disse nada. Havia bem poucas pessoas ali naquele momento, mas ninguém conhecido.

- Você ainda acha que isso vale a pena? – ela perguntou em voz baixa.

- Acho... Eu convidei a Carla pro baile. Ela, com certeza, é bem mais jovem e moderna que você.

- Você está fazendo isso pra me machucar...

- E você não?

- Ele me convidou! - ela disse em voz baixa.

- E você aceitou! – ele disse, no mesmo tom.

- Como eu podia dizer não, Rupert?! Foi um direito que o Diretório deu aos alunos!

- Claro! Um direito que eu também tenho! Como você já tinha par, convidei a Carla. Não tenho culpa se o Nelson curte um complexo de Édipo por você.

Laura sentiu vontade de rir, mas conteve-se.

- Complexo de Édipo? Olha quem fala...

Ele baixou a cabeça e quase riu também.

- O Matheus me pediu em casamento, ela disse.

Rupert voltou a ficar sério e ergueu a cabeça. Seus olhos brilharam.

- O quê?

- Vou dar a resposta pra ele, hoje.

Ele respirou fundo e perguntou:

- Resposta positiva?

- Não sei ainda, estou pensando, ela disse, com um sorriso de orgulho pelo ciúme que sabia tinha despertado nele.

- Bigamia é crime, sabia disso, professora?

Laura sorriu e não respondeu nada.

- Não se assuste se ele for meu parceiro constante no baile. Queria avisar pra não chocar depois. Tchau.

Ela se ergueu e afastou-se. Rupert bateu com força na mesa e só ouviu o pedido de silêncio da bibliotecária, sentada numa mesa nos fundos do salão.

Na sala dos professores, Matheus sentou-se perto dela na mesa e discretamente cobrou a resposta ao seu pedido de casamento. Estavam sozinhos. Ele colocou a mão sobre a dela.

- E então...? Acho que você me deve uma resposta...

Ela fechou o livro que estava lendo e olhou para ele, sorrindo, tentando não forçar nada.

- Eu aceito.

Matheus quase chorou de alegria e beijou sua mão.

- Você não sabe como eu estou feliz, Laura!

- Mas... com uma condição...

- Condição? Que condição?

- Eu quero me casar só em julho do ano que vem.

- Por quê? – ele perguntou decepcionado.

- Porque... quero formar a turma do Terceiro de Letras e deixar bem encaminhada a minha turma do futuro Quarto T.I. Não quero mais dar aulas depois de casada.

- Tudo bem… Sua ordem é um pedido, meu amor, ele disse, sorrindo e beijando-a.

Laura aceitou o beijo querendo sair correndo dali.

A notícia do noivado oficial de Matheus e Laura logo se espalhou pelo campus da universidade. No domingo seguinte, Rupert apareceu no apartamento dela, furioso.

- Que é que você está querendo fazer, hein, Laura?! Enlouqueceu? – ele disse, entrando no apartamento depois que ela abriu a porta, muito exaltado.

Ela fechou a porta com calma e cruzou os braços, dizendo:

- Não tive outro jeito...

- Como não teve outro jeito?! Diga a ele que é casada como eu fiz com a Tereza!

- Rupert, o Matheus não é a Tereza. Ela te ama com o coração e não seria capaz de fazer nada que o fizesse sofrer, que te prejudicasse...

- Ela propôs ao Nelson que te convidasse pro baile, Laura!

- E daí? Uma vingançazinha gostosa até. Fez você ficar com ciúme de mim. Só me ajudou. Ela poderia ter contado pra todo mundo que estamos casados, mas não o fez! Ela tem tudo pra acabar com a gente, mas não está usando isso! O Matheus é diferente, meu amor. Você já viu o que ele é capaz de fazer.

- E vai namorar com ele com medo disso.

- Você não tem medo?

- Tenho, claro que tenho, mas...

- Me deixa fazer o jogo dele, Rupert. Confie em mim.

- Me sinto ridículo.

- Eu amo você.

- Pra todo mundo naquela faculdade, você ama ele! Não sei nem como olhar pra Tereza e pro Décio.

Ela se aproximou dele e colocou a mão em seu rosto. Repetiu:

- Eu amo você... - ela repetiu.

Ele parou de falar a abraçou.

- Também te amo, Laura... Não me deixa.

- Não vou te deixar... mas você precisa ir embora agora. Ele está pra chegar.

- Ele vem aqui hoje?

- Vem, ela disse olhando em seus olhos e acariciando seu rosto.

- Vai passar a tarde com você aqui?

- Vai, mas…

- Laura, esse cara… Mas por que tem que ser aqui?

- Ele vem me buscar pra dar uma volta no MAM e depois vamos sair pra jantar, nada demais.

- Duvido! Você acha que, estando aqui dentro, ele vai querer sair com você?

- Eu não vou querer ficar, Rupert, nós já tínhamos combinado. Confie em mim!

Ele afastou-se dela pensativo e colocou as mãos nos bolsos do jeans. Depois voltou-se e falou:

- Vou achar que ele é um idiota, se aceitar isso... um gay idiota...

Laura riu.

- Rupert!

- Você é minha, Laura. Só minha.

- Você disse tudo. Agora dá o fora daqui, meu! – ela falou, usando a gíria dos garotos na faculdade.

Ele esfregou o rosto e foi para a porta.

- Não vai me beijar?

- Se eu te beijar, não saio mais daqui. Sabe há quanto tempo a gente não dorme junto?

Ela não respondeu. Apenas suspirou. Rupert abriu a porta e foi embora.

NOIVADO – CAP 1

Welcome to my dreams...

KEEP DREAMING WITH ME!

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