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12
Capítulo

Não vou me prolongar falando. Só espero que estejam gostando e perdoando qualquer deslize que alguns personagens tenham cometido, porque como eu disse... eles são humanos e nenhum ser humano é infalível... Concorda? Boa leitura!

Capítulo 1
BRANCO FEITO CERA

BRANCO FEITO CERA – Capítulo 1

Rupert e Tereza correram até a sala do diretor, mas a secretária dele avisou que ele não estava.

- Onde ele está? – Rupert perguntou, aflito.

- Foi chamado à sala da reitoria agora há pouco.

Rupert quase caiu das pernas. Tereza levou o colega até a lanchonete de novo e sentou-o numa mesa. Pediu ao rapaz na lanchonete que fizesse um copo de água com açúcar para ele. Rupert estava passando mal.

- Nossa, cara, você está branco como cera!

- Eu já estou morto, Juca! Ah, meu Deus, me ajuda! – ele falou, com a cabeça rodando, mal podia segurar o copo de tanto que tremia. Baixou a cabeça sobre a mesa em que estava sentado e ficou quieto.

- Calma, Rupert! Juca, traz álcool pra mim, por favor!

O rapaz saiu dali e voltou rapidamente com o álcool. Tereza friccionou os punhos do amigo e, aos poucos, ele começou a abrir e fechar as mãos, ainda de cabeça baixa.

Ergueu a cabeça e a cor foi voltando ao rosto.

- Está melhor? – Tereza perguntou, passando a mão pelos cabelos dele. – Respira bem fundo.

Ele só balançou a cabeça confirmando e fazendo o que ela pedia.

- Obrigado, Tê.

Décio e Nelson apareceram ali também preocupados.

- O que aconteceu? Vocês sumiram. Que houve, Rupert? Ô, compadre, você está branco!

- Não está mais, já esteve pior, falou Tereza.

- Que foi?

- Acho que o reitor descobriu tudo.

Décio ficou boquiaberto. Nelson não entendeu nada, para variar.

- Descobriu o quê?

- A fórmula da bomba de nêutron dentro do seu armário na redação do jornal, Nelson, falou Rupert, com voz fraca ainda.

- Quê?

- Como você sabe? – Décio perguntou.

- O Matheus escreveu uma carta pra ele e pro professor Célio, o redator-chefe responsável pelo jornal. Fomos até a sala do Gerson e ele não estava lá, estava na reitoria.

- Bomba de nêutrons? – perguntou Nelson, ainda confuso.

- Mas o Célio não apita nada lá. O redator do jornal é você, Rupert!

- Mas ele assina e é responsável pela redação final de tudo, disse Tereza. - Pode interferir se alguma coisa não estiver de acordo com as normas da faculdade. Só não interfere muito porque ele confia na gente e no Rupert... mas isso...

- Vamos até lá? - Décio sugeriu.

- Lá onde?

- Direto no centro do problema. Vamos falar com o reitor, antes que isso chegue nele!

- Acho que já chegou... disse Tereza. – O Gerson já está com ele.

- A gente tem que tentar alguma coisa, compadre! - disse Décio agoniado.

- Pra quê? Ir ao encontro do fim? Não, eu vou pra minha casa, curtir minha mulher e meu filho numa boa e mandar tudo isso pro inferno!

- Mulher e filho? – perguntou Nelson de olhos arregalados

.

Rupert olhou para ele e riu gostoso.

- Conta logo pra ele, Teca. Essa cara de bobo dele me dá pena.

Ele se levantou e saiu da lanchonete, seguido por Décio. Entrou na sala e começou a recolher os cadernos. Sara o viu fazendo isso e perguntou:

- Você vai embora?

- Vou sim, Sara.

- Que aconteceu? Está doente? Você está...

- Branco feito cera. Já ouvi isso várias vezes na última meia hora... mas não se preocupe. Eu já estou legal. É que eu tenho um negócio urgente pra resolver e...

Ele olhou para ela e sentiu que não era justo continuar mentindo. Pegou Sara pela mão e puxou-a.

- Vem comigo…

No estacionamento, Sara e Nelson ficaram sabendo de toda a estória e não puderam deixar de ficar muito surpresos.

- Quer dizer que... naquele baile do ano passado... eu dancei... com a sua mulher? Ela já era casada com você? – Nelson perguntou.

- Já, Nelson.

- Cara, e você me deixou falar aquelas coisas da sua mulher, meu?

- Tive que deixar, mas não sem vontade de quebrar sua cara.

- E agora, ela está grávida de você e por isso tirou licença? - Sara perguntou.

- Foi.

- E eu, cantando um homem casado... O mais fiel que eu já vi. Eu te odeio, Rupert!

- Entra na fila, colega.

Sara o beijou no rosto.

- Mentira. Adoro você ainda mais.

Tereza chorava em silêncio e Rupert abraçou-a e beijou sua testa.

- Essa aqui sabe de tudo desde o começo. Minha melhor e mais querida amiga.

- Agora o Matheus contou tudo pro reitor e o Rupert periga perder o ano e ser expulso da faculdade... depois de tudo, disse Décio, indignado.

- Ah, mas não vai mesmo! – disse Sara, colocando as mãos na cintura. – Não vai mesmo!

- O que você vai fazer, maluca? – Rupert perguntou.

- ‘Xa comigo, gato! Se você sair dessa faculdade, o Quarto T.I. inteirinho sai também.

Ela afastou-se deles e voltou para o prédio.

- Nelson, vai atrás dela, pediu Rupert. – A Sara é meio doida. Vai com ela e tenta impedir que ela aumente a minha aflição.

Nelson fez o que ele pediu. Não se viu mais nenhum dos dois naquele dia.

À noite, Rupert contou a Laura o que havia acontecido.

- Estava demorando muito, ela falou, triste, sentada no sofá ao lado dele.

- Talvez eu seja chamado amanhã pelo reitor. Acho que nem vou mais... ele disse, desconsolado, com o rosto entre as mãos.

- Vai sim! Você não sabe da decisão dele. O Dário não é um deus, Rupert. Ele tem um cargo de muita autoridade, mas é humano e seres humanos sempre surpreendem. Não sofra por antecipação, amor.

Ele apoiou as costas no sofá e segurou sua mão.

- Sim, senhora.

Laura beijou seu rosto.

BRANCO FEITO CERA – CAP 1

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